A osteoporose pode avançar durante anos sem causar dor ou outros sintomas perceptíveis. Por isso, esperar um sinal do corpo nem sempre funciona: em algumas pessoas, a primeira manifestação é justamente uma fratura após uma queda ou impacto pequeno. Para mulheres a partir dos 65 anos, o rastreamento da osteoporose é recomendado mesmo sem sintomas, e a densitometria óssea é o principal exame usado para medir a densidade dos ossos. Antes dessa idade, a avaliação pode ser indicada quando existem fatores que aumentam o risco.
Por que a osteoporose pode passar despercebida?
Na osteoporose, a redução da massa óssea deixa os ossos mais frágeis e aumenta a possibilidade de fraturas, principalmente na coluna, no quadril e em outras regiões vulneráveis. O problema é que essa perda geralmente não provoca sintomas nas fases iniciais.
É por isso que a doença é frequentemente chamada de silenciosa. Dor nas costas, redução da altura ou postura mais curvada podem aparecer, especialmente quando já existem alterações nas vértebras, mas não é necessário esperar esses sinais para investigar quem pertence a uma faixa de maior risco.

Por que a densitometria é recomendada a partir dos 65 anos?
A U.S. Preventive Services Task Force recomenda o rastreamento de todas as mulheres a partir dos 65 anos para ajudar a prevenir fraturas relacionadas à osteoporose. O exame utilizado é principalmente a densitometria por DXA, que mede a densidade mineral óssea, geralmente no quadril e na coluna.
Para mulheres que já passaram pela menopausa, mas ainda não chegaram aos 65 anos, a indicação depende do risco individual. Alguns fatores que podem antecipar essa avaliação incluem:
- baixo peso corporal;
- pai ou mãe com histórico de fratura de quadril;
- tabagismo;
- consumo excessivo de álcool;
- fratura anterior após trauma leve;
- doenças ou tratamentos que favoreçam a perda de massa óssea.
Esses fatores não significam que a pessoa tenha osteoporose. Eles ajudam o médico a decidir quando vale a pena calcular o risco de fraturas e solicitar a densitometria.
Como é feita a densitometria óssea?
O exame costuma ser mais simples do que muitas pessoas imaginam. A pessoa permanece deitada enquanto o aparelho utiliza uma quantidade muito pequena de radiação para medir a densidade dos ossos. Não são necessárias agulhas nem anestesia e, normalmente, não há dor.
De acordo com o RadiologyInfo, mantido por sociedades médicas de radiologia, uma densitometria por DXA costuma levar cerca de 10 a 30 minutos, dependendo das regiões avaliadas e do equipamento. Entre suas características estão:
- procedimento não invasivo;
- baixa exposição à radiação;
- avaliação frequente do quadril e da coluna;
- resultado usado junto com outros fatores para estimar o risco de fraturas;
- possibilidade de acompanhar a densidade óssea ao longo do tratamento, quando indicado.
A densitometria, porém, não consegue prever com certeza quem terá uma fratura. O resultado precisa ser interpretado junto com idade, histórico de saúde, medicamentos, quedas anteriores e outros fatores.
E os homens, também devem fazer o exame aos 65?
Não existe uma recomendação universal equivalente baseada apenas nos 65 anos para os homens. A USPSTF considera que ainda faltam evidências para determinar os benefícios e riscos do rastreamento de rotina nessa população. Por isso, a decisão deve ser individualizada conforme idade e fatores de risco.
Pessoas com perda importante de altura, fratura após queda da própria altura, uso prolongado de medicamentos que prejudicam os ossos ou outras condições associadas à perda óssea podem precisar de investigação independentemente da idade.

Qual médico pode avaliar o risco de osteoporose?
Clínicos, geriatras, endocrinologistas, ortopedistas e reumatologistas podem avaliar a saúde óssea e decidir quando a densitometria é necessária. O Tua Saúde conta, por exemplo, com o Dr. Dante Bianchi, médico especialista em Reumatologia. A indicação do exame e a interpretação do resultado devem considerar o histórico individual, e um resultado alterado não significa que todas as pessoas precisarão do mesmo tratamento.
Identificar a perda de densidade antes de uma fratura permite discutir medidas de prevenção e, quando necessário, iniciar tratamento para reduzir o risco de novos problemas ósseos.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou orientação individualizada de um profissional de saúde.









