Dor ou pressão no peito que se espalha para um ou ambos os braços pode ser um sinal de infarto, principalmente quando começa de repente ou vem acompanhada de suor frio, falta de ar, náusea ou mal-estar. A dor também pode atingir mandíbula, pescoço ou costas. Nem toda dor no peito é cardíaca, mas diante desses sinais não é seguro esperar para ver se ela passa.
Como costuma ser a dor no peito de um infarto?
A manifestação mais conhecida é uma sensação de pressão, aperto, peso ou desconforto no centro do peito. A American Heart Association descreve que o desconforto pode durar vários minutos, desaparecer e voltar. Alguns infartos, porém, começam lentamente e causam sintomas mais leves.
O conteúdo do Tua Saúde sobre sintomas e tratamento do infarto também destaca a dor no peito que pode irradiar para braços, pescoço, costas ou mandíbula. A intensidade da dor, sozinha, não permite confirmar nem descartar o problema.
Para onde a dor pode se espalhar?
A dor cardíaca não precisa permanecer apenas no peito. O desconforto pode se espalhar porque diferentes regiões compartilham vias nervosas que levam informações ao cérebro. Entre os locais possíveis estão:
- um ou ambos os braços, e não apenas o esquerdo;
- ombros;
- pescoço;
- mandíbula;
- costas;
- parte superior do abdômen.
A presença de dor no braço esquerdo ficou conhecida como um sinal clássico, mas não é uma regra. Da mesma forma, ter apenas dor no braço não significa necessariamente infarto, já que problemas musculares, articulares e nervosos também podem provocar esse sintoma.

Quais outros sinais deixam a situação mais preocupante?
O infarto pode causar várias manifestações ao mesmo tempo. As orientações de 2025 da American Heart Association sobre síndrome coronariana aguda incluem dor ou desconforto no peito, braço, ombro, mandíbula, pescoço ou costas, além de falta de ar, náusea, tontura e suor.
Por isso, merecem atenção especialmente:
- suor frio repentino;
- falta de ar, com ou sem dor no peito;
- náusea ou vômitos;
- tontura ou sensação de desmaio;
- fraqueza ou cansaço incomum;
- palpitações ou sensação de mal-estar intenso.
Mulheres, idosos e pessoas com diabetes podem ter sinais diferentes?
Sim, embora a dor ou o desconforto no peito continue sendo um sintoma importante. Mulheres podem apresentar falta de ar, náusea, cansaço incomum e desconforto nas costas, ombro, braço ou mandíbula, às vezes com uma dor no peito menos evidente. Em pessoas mais velhas, falta de ar, fraqueza, tontura ou confusão podem chamar mais atenção que uma dor intensa.
Em pessoas com diabetes, alguns infartos também podem causar pouca ou nenhuma dor, especialmente quando existe neuropatia que altera a percepção dos sinais do organismo. Uma pesquisa sobre infarto silencioso encontrou maior frequência desses eventos entre participantes com diabetes. Isso não significa, porém, que quem tem diabetes sempre apresente sintomas atípicos: a dor no peito continua podendo ocorrer normalmente.

O que fazer diante de uma dor suspeita?
Dor ou pressão no peito acompanhada de irradiação para braço ou mandíbula, suor frio, falta de ar, náusea ou sensação de desmaio deve ser tratada como uma possível emergência. Nessa situação, é indicado acionar o SAMU pelo número 192 ou procurar atendimento de emergência imediatamente. Não é recomendado dirigir sozinho nem aguardar a dor desaparecer para decidir o que fazer.
Também não é possível diferenciar com segurança infarto, refluxo, ansiedade ou dor muscular apenas pela localização ou pelo tipo da dor. Quando existe suspeita, exames como eletrocardiograma e dosagem de troponina ajudam a investigar se houve lesão no coração, e quanto mais cedo essa avaliação acontece, mais rapidamente o tratamento pode ser iniciado quando necessário.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou atendimento médico de emergência.









