O vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1), principal responsável pelo herpes labial, é extremamente comum. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 64% das pessoas com menos de 50 anos no mundo têm o vírus. Isso não significa, porém, que todas apresentem as conhecidas bolhinhas nos lábios: muitas nunca percebem sintomas ao longo da vida.
Quantas pessoas têm o vírus do herpes labial?
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 3,8 bilhões de pessoas com menos de 50 anos tinham HSV-1 em 2020, o equivalente a 64% dessa população mundial. A maioria das infecções pelo HSV-1 é adquirida durante a infância, geralmente por contato com saliva, feridas ou pele ao redor da boca.
O HSV-1 é a principal causa do herpes oral, mas também pode provocar herpes genital, por exemplo após contato entre a boca e a região genital. Por isso, ter HSV-1 não indica necessariamente em qual parte do corpo a infecção está localizada.
Ter HSV-1 é o mesmo que ter crises de herpes labial?
Não. Depois que a pessoa é infectada, o HSV-1 permanece no organismo, alojado em células nervosas, e pode passar longos períodos inativo. Ter o vírus não significa apresentar feridas frequentemente. A OMS informa que a maioria das infecções por herpes simplex é assintomática ou passa despercebida.
Algumas pessoas nunca identificam uma crise. Outras apresentam episódios recorrentes, com sinais como formigamento, ardor ou coceira antes do surgimento de pequenas bolhas dolorosas ao redor dos lábios. O conteúdo do Tua Saúde sobre sintomas e causas do herpes labial também explica que a primeira infecção pode acontecer sem sinais perceptíveis.

O que pode fazer as bolhinhas voltarem?
Quando o vírus volta a ficar ativo, pode ocorrer uma nova crise. Nem sempre é possível identificar um motivo específico, mas alguns fatores são conhecidos por favorecer a reativação em determinadas pessoas.
- febre ou outras doenças;
- exposição ao sol;
- estresse emocional;
- menstruação;
- lesões na região afetada;
- alguns procedimentos cirúrgicos.
Os gatilhos não são iguais para todos. Quem percebe repetidamente uma crise após determinada situação pode conversar com o médico sobre medidas de prevenção adequadas ao seu caso. Para pessoas em que o sol é um gatilho, por exemplo, a OMS cita a proteção solar como uma medida que pode ajudar a diminuir recorrências.
É possível transmitir o vírus sem estar com ferida?
Sim. A transmissão é mais provável quando existem bolhas ou feridas ativas, mas o HSV-1 também pode estar presente na superfície da pele ou na saliva sem que haja lesões visíveis. Por isso, uma pessoa pode transmitir o vírus mesmo sem perceber que está infectada.
Durante uma crise, é indicado evitar beijos e contato da boca com a pele de outras pessoas, inclusive durante o sexo oral, além de não compartilhar objetos que tiveram contato com saliva. Esses cuidados são especialmente importantes enquanto houver lesões, fase em que a possibilidade de transmissão é maior.

Quando as crises de herpes labial precisam de avaliação?
As recorrências costumam ser mais curtas e menos intensas do que o primeiro episódio, mas é indicado procurar avaliação quando as lesões são muito dolorosas, aparecem com frequência, não melhoram como esperado ou acometem regiões como os olhos. Pessoas com o sistema imunológico comprometido também podem apresentar manifestações mais intensas e devem receber orientação médica.
Existem medicamentos antivirais capazes de reduzir a duração e a intensidade dos sintomas, especialmente quando usados no momento adequado, mas eles não eliminam o HSV-1 do organismo. A indicação do tratamento depende da frequência e da intensidade das crises e das condições de saúde de cada pessoa.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um médico ou de outro profissional de saúde.









