A osteoporose pode enfraquecer os ossos durante anos sem provocar dor ou outro sintoma evidente. Muitas vezes, os primeiros indícios aparecem quando já houve perda importante de massa óssea, como uma fratura após uma queda leve, diminuição da altura ou postura mais curvada. O risco aumenta com o envelhecimento e merece atenção especial após a menopausa, mas hábitos e acompanhamento adequado ajudam a proteger o esqueleto.
Por que os ossos ficam mais frágeis com o passar dos anos?
O osso é um tecido vivo que passa continuamente por processos de formação e reabsorção. Com o envelhecimento, esse equilíbrio pode mudar e a perda de tecido ósseo passar a superar sua reposição. Nas mulheres, a queda do estrogênio na menopausa acelera esse processo, mas homens também podem desenvolver osteoporose conforme envelhecem.
Fatores como histórico familiar, baixo peso, tabagismo, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e uso prolongado de alguns medicamentos também interferem no risco. O conteúdo do Tua Saúde sobre osteoporose, causas e tratamento explica que a redução da massa óssea torna o esqueleto progressivamente mais frágil e suscetível a fraturas.
Quais sinais podem indicar que a osteoporose já afetou os ossos?
A ausência de sintomas nas fases iniciais é uma das características da doença. O Instituto Nacional de Artrite e Doenças Musculoesqueléticas e de Pele dos Estados Unidos destaca que muitas pessoas só descobrem a osteoporose quando ocorre uma fratura. Alguns sinais que podem aparecer são:
- fratura após uma queda da própria altura ou outro trauma leve;
- perda de altura ao longo dos anos;
- costas progressivamente mais curvadas;
- dor nas costas relacionada a fraturas das vértebras.
Essas alterações não significam automaticamente que exista osteoporose. A perda de altura e mudanças de postura, por exemplo, podem ter outras causas. Uma fratura provocada por trauma pequeno, porém, merece avaliação médica, especialmente em pessoas mais velhas.

Para que serve a densitometria óssea?
Como não é possível perceber pela aparência se o osso perdeu densidade, a densitometria óssea é um dos principais exames usados na investigação. Também chamada de DXA ou DEXA, ela utiliza baixa quantidade de radiação para medir a densidade mineral dos ossos, geralmente em regiões importantes para o risco de fratura, como quadril e coluna.
A indicação não depende apenas de ter completado 50 anos. Idade, sexo, menopausa, uso de medicamentos, histórico de fraturas e outros fatores de risco influenciam a decisão. O Tua Saúde detalha como funciona a densitometria óssea e para que o exame é utilizado. O resultado deve ser interpretado junto ao histórico de saúde, e não de maneira isolada.

O que ajuda a proteger os ossos depois dos 50?
O esqueleto responde aos estímulos do movimento. O NIAMS recomenda combinar exercícios com sustentação do peso corporal, treinamento de força e atividades para equilíbrio. Caminhada rápida, subir escadas, dança e exercícios com pesos ou faixas elásticas são alguns exemplos. Atividades de maior impacto podem beneficiar os ossos em pessoas aptas, mas quem já tem osteoporose, fraturas ou risco elevado deve receber orientação antes de realizá-las.
A alimentação também participa da manutenção óssea. Cálcio e vitamina D são importantes, mas suplementos não devem ser tomados automaticamente após os 50. A orientação do NIAMS sobre cálcio e vitamina D recomenda priorizar uma ingestão adequada e discutir suplementação com um profissional de saúde quando necessário. Somar alimentação equilibrada, atividade física, prevenção de quedas e acompanhamento dos fatores de risco é mais importante do que apostar em uma única medida para evitar a osteoporose.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Pessoas com fratura após trauma leve, perda significativa de altura ou fatores de risco para osteoporose devem procurar orientação profissional.









