A trombose venosa profunda acontece quando um coágulo se forma dentro de uma veia profunda, geralmente nas pernas. O risco não é igual para todo mundo porque algumas situações deixam o sangue circulando mais devagar, favorecem a coagulação ou afetam a parede dos vasos. Imobilização prolongada, cirurgias recentes, obesidade, gravidez, tabagismo e alguns anticoncepcionais estão entre os fatores conhecidos, principalmente quando mais de um deles está presente.
Quais são os principais fatores de risco para trombose?
A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular inclui entre as condições que favorecem a trombose o uso de anticoncepcionais ou tratamentos hormonais, tabagismo, obesidade, cirurgias de maior porte, gestação, puerpério e períodos prolongados de imobilização.
Na prática, alguns fatores merecem atenção especial:
- ficar muito tempo imóvel: pode acontecer durante internações, recuperação de cirurgias ou viagens longas;
- cirurgias recentes: especialmente quando exigem repouso ou envolvem procedimentos de maior porte;
- anticoncepcionais com estrogênio: podem aumentar a tendência de formação de coágulos em algumas mulheres;
- tabagismo: acrescenta risco vascular e merece ainda mais atenção quando existem outros fatores associados;
- obesidade: está associada a maior risco de tromboembolismo venoso;
- gravidez e pós-parto: são períodos em que o organismo naturalmente se torna mais propenso à coagulação.
Por que ficar muito tempo parado aumenta o risco?
O movimento dos músculos das pernas ajuda o sangue das veias a retornar em direção ao coração. Quando uma pessoa fica muitas horas sentada ou deitada, esse mecanismo funciona menos e o fluxo venoso pode ficar mais lento. É uma das razões pelas quais imobilização após uma cirurgia, internações prolongadas e determinadas viagens aumentam o risco.
O Ministério da Saúde inclui ficar sentado ou deitado por muito tempo entre os fatores associados à trombose. Isso não significa que toda pessoa que enfrenta uma viagem longa terá um coágulo. O risco depende da duração da imobilidade e da presença de outros fatores individuais.

Anticoncepcional e gravidez representam o mesmo risco para todas as mulheres?
Não. Entre os anticoncepcionais, a preocupação está principalmente nos métodos hormonais que contêm estrogênio. O risco individual varia conforme idade, histórico pessoal e familiar, peso, tabagismo e outras condições de saúde. Por isso, uma mulher não deve interromper o anticoncepcional por conta própria apenas por medo de trombose, mas deve informar esses fatores ao profissional que acompanha sua saúde.
A gravidez também altera naturalmente o sistema de coagulação e o retorno do sangue pelas veias. O risco continua aumentado no período após o parto. A presença simultânea de obesidade, imobilização, cirurgia, trombofilia ou episódio anterior de trombose pode modificar ainda mais essa avaliação.
Ter casos de trombose na família significa que a pessoa também terá?
Não obrigatoriamente. Algumas alterações hereditárias da coagulação, conhecidas como trombofilias, podem aumentar a predisposição, mas histórico familiar não equivale automaticamente a uma dessas condições. Ele ganha maior importância quando parentes próximos tiveram trombose sem causa evidente, episódios recorrentes ou eventos em idade jovem.
Além da hereditariedade, quem já teve uma trombose apresenta maior risco de novos episódios. A página do Tua Saúde sobre causas e fatores relacionados à trombose também destaca histórico pessoal ou familiar, obesidade, gravidez, tabagismo, repouso prolongado e tratamentos com estrogênio entre as situações que precisam ser consideradas.

Ter um fator de risco significa que a trombose vai acontecer?
Não. Os fatores de risco aumentam a probabilidade, mas não determinam que uma pessoa desenvolverá trombose. Eles costumam ter mais importância quando se acumulam. Uma pessoa com obesidade que fuma e precisa permanecer imóvel depois de uma cirurgia, por exemplo, apresenta um contexto diferente de alguém jovem, saudável e sem outras condições predisponentes.
Quem vai passar por cirurgia, ficará imobilizado por um período prolongado, já teve trombose ou possui vários fatores associados deve conversar com a equipe de saúde sobre prevenção individualizada. Dor e inchaço súbitos em uma perna, calor ou vermelhidão local precisam de avaliação rápida, especialmente se surgirem acompanhados de falta de ar ou dor no peito.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. A necessidade de medidas para prevenir trombose deve ser definida individualmente por um profissional de saúde.









