Castanhas, sementes, cacau, abacate, folhas verdes e grãos integrais são formas simples de aumentar a presença de magnésio na alimentação. O mineral participa da contração muscular, da transmissão dos impulsos nervosos, da produção de energia e de diversas outras reações do organismo. Em geral, uma alimentação variada consegue fornecer boas quantidades do nutriente sem necessidade de recorrer automaticamente a suplementos.
Por que o magnésio é importante para músculos e nervos?
O National Institutes of Health explica que o magnésio participa de mais de 300 sistemas enzimáticos relacionados a funções como produção de energia, controle da glicose, funcionamento dos músculos e atividade do sistema nervoso. Ele também participa do transporte de cálcio e potássio através das membranas das células, processo importante para os impulsos nervosos e a contração muscular.
As necessidades variam conforme idade e sexo. Entre adultos, as recomendações de referência utilizadas pelo NIH ficam geralmente entre 310 e 420 mg por dia. Em vez de tentar atingir esse valor com um único alimento, é mais fácil distribuir diferentes fontes durante as refeições.
Quais 6 alimentos ajudam a aumentar o consumo de magnésio?
Grande parte das fontes alimentares do mineral é de origem vegetal. O próprio NIH destaca sementes, oleaginosas, folhas verdes e cereais integrais entre os grupos mais relevantes. Algumas opções práticas são:
- Castanhas: amêndoas, castanha-de-caju, amendoim e outras oleaginosas podem entrar em pequenas porções nos lanches ou acompanhar frutas e iogurte.
- Sementes: sementes de abóbora e chia se destacam pelo teor de magnésio e podem ser adicionadas a saladas, frutas, iogurtes ou aveia.
- Cacau: cacau em pó sem açúcar e produtos com maior proporção de cacau podem contribuir para a ingestão do mineral. O teor varia conforme o produto e o processamento.
- Abacate: fornece magnésio, fibras e gorduras insaturadas e pode aparecer no café da manhã, lanches ou preparações salgadas.
- Folhas verdes: espinafre, couve e outras verduras verde-escuras ajudam a diversificar as fontes do nutriente.
- Grãos integrais: aveia, arroz integral e pães integrais preservam mais magnésio do que versões muito refinadas dos grãos.

Como colocar essas fontes no cardápio sem mudar toda a alimentação?
Não é necessário concentrar vários alimentos ricos em magnésio na mesma refeição. Uma estratégia mais simples é acrescentá-los gradualmente à rotina. Aveia e sementes podem aparecer pela manhã, castanhas nos lanches, enquanto folhas verdes e arroz integral podem compor almoço e jantar. O magnésio também está presente em leguminosas, frutas e outros alimentos, o que facilita variar o cardápio.
Algumas combinações simples incluem:
- iogurte com aveia, chia e cacau sem açúcar;
- fruta acompanhada de uma pequena porção de castanhas;
- arroz integral, feijão e couve no almoço;
- abacate com aveia no café da manhã ou lanche;
- salada com folhas verdes e sementes de abóbora.
Comer esses alimentos evita câimbras ou fraqueza muscular?
Ter magnésio suficiente é necessário para o funcionamento muscular normal, mas câimbras, fraqueza ou formigamento não significam automaticamente falta desse mineral. Desidratação, esforço físico, medicamentos, alterações circulatórias e outras condições também podem provocar sintomas semelhantes.
Por isso, aumentar o consumo de alimentos variados é diferente de tratar uma deficiência diagnosticada. Quando existe suspeita de falta de magnésio, a avaliação pode considerar alimentação, sintomas, doenças prévias, medicamentos utilizados e exames, já que a concentração no sangue não representa perfeitamente todo o magnésio armazenado no organismo.

É melhor obter magnésio dos alimentos ou tomar suplemento?
Para pessoas saudáveis, fontes alimentares costumam ser a primeira estratégia. Suplementos não devem ser usados apenas porque há cansaço, câimbras ou dificuldade para dormir. Doses elevadas podem causar diarreia, náusea e cólicas, e o risco de acúmulo aumenta principalmente quando a função dos rins está comprometida. O magnésio suplementar também pode interagir com alguns medicamentos.
Quem tem doença renal, utiliza medicamentos continuamente ou acredita estar com deficiência deve conversar com médico ou nutricionista antes de suplementar. A dose, o tipo de produto e a necessidade de reposição dependem da situação individual.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou orientação nutricional individualizada. Suplementos de magnésio devem ser utilizados com orientação profissional quando houver indicação.









