Loratadina, desloratadina e fexofenadina pertencem ao grupo dos anti-histamínicos mais modernos, usados principalmente para aliviar sintomas de rinite alérgica e urticária. Os três costumam provocar menos sonolência do que antialérgicos antigos, mas existem diferenças entre eles, principalmente no potencial de sedação, no metabolismo e nas apresentações disponíveis. Não há um único medicamento que seja automaticamente melhor para todas as pessoas.
O que loratadina, desloratadina e fexofenadina têm em comum?
Os três bloqueiam receptores H1 da histamina, substância envolvida em sintomas como espirros, coriza, coceira, lacrimejamento e vergões na pele. Por atravessarem pouco a barreira que separa a circulação do cérebro, apresentam menor risco de sedação do que medicamentos de primeira geração, como prometazina e dexclorfeniramina.
O Tua Saúde explica que os anti-histamínicos de segunda geração geralmente causam menos sono e interferem menos na atenção. Ainda assim, a resposta varia entre as pessoas e nenhum deles deve ser considerado completamente incapaz de provocar sonolência.
Qual é a principal diferença entre os três?
A loratadina é transformada no organismo em desloratadina, que é um de seus metabólitos ativos. As duas têm perfis bastante semelhantes e são usadas em quadros como rinite alérgica e urticária. A fexofenadina também atua nesses problemas, mas se destaca pelo baixo potencial de produzir efeitos no sistema nervoso central.
De forma prática, algumas diferenças importantes são:
- Loratadina: é amplamente utilizada, costuma ter ação suficiente para uso uma vez ao dia nas apresentações habituais e apresenta baixo risco de sonolência;
- Desloratadina: é relacionada diretamente à loratadina, apresenta ação prolongada e também costuma ser administrada uma vez ao dia;
- Fexofenadina: está entre os anti-histamínicos com menor potencial de sedação e, dependendo da dose, apresentação e indicação, pode ser usada uma ou duas vezes ao dia.

Qual deles costuma causar menos sono?
Entre os três, a fexofenadina apresenta evidências particularmente consistentes de baixa penetração no cérebro. Uma revisão sistemática sobre fexofenadina e sedação encontrou baixo risco de sonolência e de comprometimento do desempenho cognitivo ou psicomotor nas doses estudadas.
Loratadina e desloratadina também têm baixo potencial sedativo e são muito menos propensas a provocar sono do que anti-histamínicos antigos. Mesmo assim, qualquer pessoa que comece um desses medicamentos deve observar a própria reação antes de dirigir, operar máquinas ou realizar atividades que exijam atenção.
Para quais alergias esses medicamentos são mais usados?
As indicações se sobrepõem bastante. Loratadina, desloratadina e fexofenadina podem ser usadas para aliviar manifestações alérgicas, especialmente sintomas nasais e cutâneos. Entre as situações mais frequentes estão:
- espirros, coriza e coceira associados à rinite alérgica;
- coceira e lacrimejamento relacionados a alergias;
- urticária, com vergões e prurido na pele;
- outras manifestações alérgicas conforme avaliação profissional.
Na rinite persistente, entretanto, tomar um comprimido repetidamente não significa que a causa esteja adequadamente controlada. Dependendo da intensidade e frequência dos sintomas, outras estratégias podem ser necessárias. O mesmo vale para a urticária que dura semanas ou reaparece com frequência.

Quando o uso contínuo merece avaliação médica?
Precisar de antialérgico quase todos os dias é um motivo para investigar melhor o quadro. Rinite alérgica persistente pode exigir revisão dos fatores desencadeantes e do tratamento, enquanto urticária por seis semanas ou mais é considerada crônica e merece acompanhamento para definir a estratégia mais adequada.
A escolha também pode mudar conforme idade, gravidez, função renal ou hepática e outros medicamentos em uso. Por isso, não é recomendado aumentar a dose, associar diferentes anti-histamínicos ou manter o tratamento por longos períodos sem orientação profissional apenas porque o medicamento parece causar pouco sono.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. Sintomas alérgicos frequentes ou necessidade de uso contínuo de antialérgicos devem ser avaliados por um profissional de saúde.









