As estatinas estão entre os medicamentos mais usados para reduzir o colesterol LDL e prevenir infarto e AVC. A decisão de começar o tratamento não depende apenas de um número alto no exame, mas do risco cardiovascular da pessoa como um todo. Idade, diabetes, pressão alta, tabagismo, doença renal, histórico familiar e presença de doença cardiovascular também entram nessa avaliação.
Para que serve a estatina para colesterol?
As estatinas reduzem a produção de colesterol pelo fígado e, com isso, diminuem principalmente o LDL, conhecido como colesterol ruim. Exemplos incluem sinvastatina, atorvastatina e rosuvastatina. O objetivo não é apenas melhorar o resultado do exame, mas reduzir a formação e a progressão de placas de gordura nas artérias.
O Tua Saúde explica que as estatinas são usadas para baixar o LDL e reduzir o risco de complicações cardiovasculares, como infarto e AVC. A intensidade do tratamento pode variar de acordo com o medicamento, a dose e o risco de cada pessoa.
Quando o médico costuma indicar uma estatina?
Um LDL elevado é importante, mas não é analisado isoladamente. As diretrizes de 2026 da American Heart Association e do American College of Cardiology recomendam que a decisão considere a estimativa de risco cardiovascular, além de condições que aumentam esse risco.
A indicação pode ser mais provável, por exemplo, em pessoas que:
- já tiveram infarto, AVC ou outra doença causada por aterosclerose;
- têm LDL muito elevado ou suspeita de hipercolesterolemia familiar;
- apresentam diabetes, doença renal ou outros fatores relevantes;
- têm risco cardiovascular suficientemente alto mesmo sem doença conhecida;
- não atingem as metas definidas apesar das mudanças no estilo de vida.

O que esperar depois de começar o tratamento?
O médico costuma solicitar novos exames após o início ou ajuste da estatina para verificar quanto o LDL caiu e se a resposta está de acordo com a meta. Pessoas de maior risco geralmente precisam de reduções mais intensas. Por isso, duas pessoas com o mesmo valor de LDL podem receber tratamentos diferentes.
Alimentação equilibrada, atividade física, abandono do cigarro e controle da pressão e do diabetes continuam importantes mesmo quando há indicação de medicamento. A estatina não substitui esses hábitos, assim como os hábitos nem sempre substituem a estatina quando o risco cardiovascular é elevado.
Dor muscular é um efeito colateral das estatinas?
Pode acontecer, mas nem toda dor muscular durante o tratamento é causada pelo medicamento. O NHS inclui dor muscular entre os possíveis efeitos colaterais das estatinas e orienta procurar avaliação caso apareçam sintomas que pareçam relacionados ao tratamento.
Entre as situações que devem ser relatadas ao médico estão:
- dor muscular nova e persistente sem explicação clara;
- fraqueza ou sensibilidade muscular importante;
- sintomas que começaram após iniciar ou aumentar a dose;
- uso de novos medicamentos com possibilidade de interação.
Lesões musculares graves são raras. Quando existe suspeita de efeito adverso, o médico pode avaliar outras causas, solicitar exames, ajustar a dose ou trocar a estatina em vez de simplesmente abandonar o tratamento.

Se o colesterol baixar, é possível parar a estatina?
Não é recomendado interromper o medicamento por conta própria. Em muitos casos, o LDL está mais baixo justamente porque a estatina está funcionando, e a suspensão pode fazer os níveis voltarem a subir. Além disso, o benefício esperado depende do motivo pelo qual o tratamento foi iniciado e do risco cardiovascular ao longo do tempo.
Se surgirem efeitos colaterais ou dúvidas sobre a necessidade de continuar, o ideal é conversar com o médico. Existem diferentes doses e tipos de estatina e, quando necessário, outras opções para reduzir o colesterol podem ser consideradas de forma individualizada.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. Não inicie, suspenda ou altere a dose de uma estatina sem orientação de um profissional de saúde.









