Quando a tosse aparece justamente na hora de deitar, uma pequena quantidade de mel pode trazer algum alívio, principalmente nos quadros associados a resfriados e outras infecções respiratórias agudas. Estudos indicam que o mel pode diminuir a frequência e a intensidade da tosse e favorecer o sono, inclusive em crianças com mais de 1 ano. O benefício, porém, é sintomático: o mel não trata todas as causas de tosse e é proibido para bebês menores de 12 meses.
Por que o mel pode aliviar a tosse durante a noite?
A consistência viscosa do mel ajuda a revestir e lubrificar a garganta irritada, o que pode diminuir o estímulo que desencadeia a tosse. Esse efeito é particularmente útil à noite, quando os acessos repetidos podem interromper o sono da pessoa e de quem cuida de uma criança doente.
Uma revisão de estudos sobre mel para tosse aguda em crianças encontrou tendência de redução da frequência da tosse e melhora do sono em comparação com placebo, ausência de tratamento ou alguns medicamentos. Os autores, entretanto, apontaram limitações na qualidade dos estudos, por isso o mel deve ser visto como uma opção para aliviar o sintoma, e não como um tratamento comprovado para sua causa.
Quanto mel pode ser usado antes de dormir?
Nos estudos com crianças, foram usadas pequenas quantidades de mel próximas ao horário de dormir, e não existe necessidade de consumir grandes porções. Para crianças acima de 1 ano, uma pequena quantidade, como 1 colher de chá, pode ser suficiente para testar o efeito calmante. Adultos também podem consumir o mel puro ou diluído em uma bebida morna.
O Tua Saúde inclui o consumo de mel entre as opções que podem aliviar a tosse e a irritação na garganta. Como ele é rico em açúcares, porém, mais não significa melhor: não há motivo para tomar várias colheradas durante a noite e pessoas que precisam controlar a ingestão de açúcar devem considerar isso.

Por que bebês menores de 1 ano não podem tomar mel?
Esse é o cuidado mais importante. Mel não deve ser oferecido a nenhuma criança com menos de 12 meses, nem puro, misturado em água ou leite, colocado na chupeta ou utilizado em preparações caseiras.
O CDC orienta não oferecer mel antes de 1 ano por causa do risco de botulismo infantil. O alimento pode conter esporos da bactéria responsável pela doença. No intestino ainda imaturo do bebê, esses esporos podem se desenvolver e produzir uma toxina capaz de causar doença grave.
Em quais tipos de tosse o mel tende a ajudar mais?
A evidência é mais consistente para tosse aguda ligada a infecções das vias respiratórias superiores, como resfriados. Nesses casos, o mel pode funcionar como uma medida de conforto. Ele não deve ser usado para mascarar uma tosse cuja causa ainda precisa ser investigada.
Também vale combinar o cuidado com medidas simples que evitam maior irritação das vias respiratórias:
- beber líquidos ao longo do dia;
- evitar fumaça de cigarro e outros irritantes;
- manter o ambiente ventilado;
- fazer lavagem nasal com soro quando houver congestão nasal;
- observar se existem outros sintomas além da tosse.
Existem diferentes causas e tipos de tosse, e o tratamento adequado depende do que está provocando o sintoma.

Quando a tosse noturna precisa ser investigada?
Uma tosse que dura poucos dias durante um resfriado costuma melhorar conforme a infecção passa. Já episódios persistentes ou recorrentes podem estar ligados a outras condições, como rinite, asma, refluxo ou uso de determinados medicamentos, e não devem ser tratados apenas com medidas caseiras.
Procure avaliação médica se houver falta de ar, chiado intenso, dor no peito, sangue ao tossir, febre persistente, piora importante do estado geral ou tosse prolongada. Em crianças pequenas, dificuldade para respirar, sonolência excessiva, recusa de líquidos ou mudança de coloração da pele exigem atenção imediata.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica individualizada.









