A perda de olfato pode acontecer durante gripes e resfriados, mas também pode surgir sem congestão nasal ou sintomas respiratórios. Inflamações no nariz, tabagismo, alguns medicamentos, envelhecimento, exposição a substâncias químicas e lesões na cabeça estão entre as possíveis causas, por isso não é possível descobrir a origem apenas pelo sintoma.
O que pode diminuir ou eliminar o olfato?
Para sentir um cheiro, as moléculas presentes no ar precisam alcançar células sensoriais localizadas no nariz e o sinal precisa ser transmitido corretamente até o cérebro. Alterações em qualquer etapa desse caminho podem reduzir a capacidade de perceber odores.
Segundo o National Institute on Deafness and Other Communication Disorders, dos NIH, entre as causas reconhecidas de alterações do olfato estão envelhecimento, infecções das vias respiratórias e dos seios da face, tabagismo, pólipos nasais, traumatismos na cabeça, alguns medicamentos e determinadas condições neurológicas.

Perder o olfato sem estar resfriado significa algo grave?
Não necessariamente. Algumas alterações podem ser temporárias e ter relação com uma infecção anterior, inflamação nasal ou efeito de medicamentos. Outras surgem gradualmente com o avanço da idade.
Por outro lado, uma perda de olfato persistente ou sem explicação clara deve ser investigada. O médico pode avaliar o nariz, revisar o histórico de saúde e de medicamentos e, quando necessário, realizar testes específicos do olfato.
Por que uma pancada na cabeça merece atenção especial?
Traumatismos podem afetar estruturas envolvidas na percepção dos cheiros, incluindo os nervos responsáveis por levar as informações do nariz até o cérebro. A alteração pode aparecer logo após a lesão ou ser percebida posteriormente.
Por isso, uma perda nova de olfato depois de bater a cabeça deve ser relatada a um profissional de saúde, principalmente quando existem outros sintomas neurológicos, como confusão, fraqueza, alteração do equilíbrio ou dor de cabeça importante.
Quais cuidados ajudam na segurança enquanto o olfato está reduzido?
O olfato funciona também como um sistema de alerta para perigos do cotidiano. Quem não percebe bem os cheiros pode deixar de notar fumaça, vazamentos de gás ou alimentos deteriorados.
- mantenha detectores de fumaça funcionando corretamente;
- quando houver gás em casa, mantenha os dispositivos de segurança apropriados em funcionamento;
- observe datas de validade e condições de conservação dos alimentos;
- não use apenas o cheiro para decidir se um alimento está próprio para consumo;
- evite interromper medicamentos por conta própria caso suspeite que algum deles esteja afetando o olfato.
Também é útil anotar quando a alteração começou, se a perda foi súbita ou gradual e se ocorreu depois de uma infecção, mudança de medicamento ou traumatismo.

Quando é importante procurar avaliação?
Vale procurar um médico quando o olfato permanece reduzido, desaparece sem uma explicação evidente ou não retorna depois da melhora de uma infecção respiratória. A avaliação ganha ainda mais importância quando a alteração interfere na alimentação, na segurança ou na qualidade de vida.
A perda de olfato que surge depois de uma pancada na cabeça merece avaliação especialmente cuidadosa. Sintomas neurológicos associados, piora progressiva ou outras mudanças importantes também justificam procurar atendimento sem simplesmente esperar que o sentido volte sozinho.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









