Uma tontura isolada pode ter muitas causas e nem sempre significa AVC. O sinal de alerta aumenta quando ela começa de forma súbita e aparece junto de alterações neurológicas, como boca torta, fraqueza de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de equilíbrio ou mudança repentina na visão. Na suspeita de AVC, não é indicado esperar para ver se melhora: quanto mais cedo começa o atendimento, maiores são as chances de reduzir danos e sequelas.
O que acontece durante um AVC?
O acidente vascular cerebral, também chamado de derrame, acontece quando a circulação de sangue em uma região do cérebro é interrompida. Isso pode ocorrer pela obstrução de uma artéria, no AVC isquêmico, ou pelo rompimento de um vaso sanguíneo, no AVC hemorrágico.
Nos dois casos, o cérebro pode deixar de receber sangue e oxigênio adequadamente ou sofrer lesão pelo sangramento. Por isso, os sintomas costumam começar de repente e podem afetar funções como força, fala, equilíbrio e visão.
Como fazer um teste rápido quando houver suspeita?
Alguns sinais podem ser percebidos em poucos segundos. A Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde orienta observar alterações no sorriso, nos braços e na fala. Na prática, pode-se fazer um teste simples:
- Peça para sorrir: observe se um lado da boca fica torto ou se o rosto parece assimétrico.
- Peça para levantar os dois braços: veja se um deles cai, fica fraco ou não consegue permanecer levantado.
- Peça para repetir uma frase simples: perceba se a fala fica enrolada, estranha ou difícil de compreender.
- Se qualquer alteração surgir de repente: trate como urgência e acione o SAMU pelo 192.
Esses sinais também aparecem entre os principais sintomas de AVC. Mesmo uma única alteração súbita pode justificar atendimento imediato.

Como diferenciar de uma tontura passageira?
A tontura pode ter diversas causas, como queda de pressão, desidratação, alterações do ouvido interno, hipoglicemia e efeitos de medicamentos. Em alguns desses casos, a pessoa sente cabeça leve ou sensação de que o ambiente gira, mas continua falando normalmente, movimentando os dois lados do corpo e sem apresentar assimetria no rosto.
No AVC, a tontura preocupa principalmente quando surge subitamente com dificuldade para caminhar, perda de equilíbrio ou coordenação, fraqueza ou dormência de um lado, alteração da fala ou da visão. O Ministério da Saúde inclui tontura e alteração do equilíbrio entre os sinais de alerta do AVC. Portanto, não é seguro descartar o problema apenas porque o primeiro sintoma percebido foi tontura.
Por que cada minuto faz diferença?
O tratamento depende do tipo de AVC e do tempo desde o início dos sintomas. No AVC isquêmico, alguns pacientes podem ser avaliados para receber medicamentos que dissolvem o coágulo ou para procedimentos de retirada do trombo. Essas opções possuem critérios específicos e são mais eficazes quando o atendimento acontece rapidamente.
O Ministério da Saúde informa que a possibilidade de trombólise intravenosa é avaliada dentro de uma janela de até 4 horas e 30 minutos em determinados casos de AVC isquêmico. Isso não significa que seja seguro esperar esse tempo. O correto é procurar ajuda assim que os primeiros sinais aparecem, porque avaliação, exames e definição do tratamento também consomem tempo.

O que fazer enquanto o socorro não chega?
Ao reconhecer sinais compatíveis com AVC, ligue para o SAMU pelo número 192 e siga as orientações dadas pela equipe. Se possível, anote o horário em que os sintomas começaram ou o último momento em que a pessoa estava sem alterações, pois essa informação é importante para a decisão médica.
Não ofereça alimentos, bebidas ou medicamentos por conta própria e não espere os sintomas desaparecerem. Mesmo quando fraqueza, alteração da fala ou boca torta melhoram após alguns minutos, ainda é necessária avaliação urgente, pois episódios transitórios também podem sinalizar um problema vascular cerebral.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou atendimento médico de emergência.









