A trombose venosa profunda acontece quando um coágulo se forma em uma veia profunda, geralmente nas pernas. Embora possa ocorrer em diferentes pessoas, cirurgia recente, imobilidade prolongada, viagens longas e alguns medicamentos aumentam o risco. Conhecer esses fatores e reconhecer sintomas como inchaço e dor em apenas uma perna ajuda a procurar atendimento mais rapidamente quando necessário.
Quem tem mais risco de desenvolver trombose?
O risco aumenta principalmente em situações que deixam o sangue circulando mais lentamente, lesionam os vasos ou favorecem a coagulação. Uma revisão científica sobre fatores de risco para tromboembolismo venoso cita, entre outros, imobilização, cirurgia, câncer, obesidade, gravidez, viagens prolongadas e uso de anticoncepcionais hormonais.
Alguns dos fatores mais importantes são:
- histórico pessoal de trombose;
- cirurgia ou internação recente;
- repouso prolongado ou dificuldade para caminhar;
- câncer e alguns de seus tratamentos;
- gravidez e período após o parto;
- obesidade;
- trombofilias hereditárias;
- uso de medicamentos contendo estrogênio, como alguns anticoncepcionais e terapias hormonais.
Ter um desses fatores não significa que a pessoa necessariamente terá um coágulo. O risco tende a aumentar quando vários deles estão presentes ao mesmo tempo.
Por que cirurgia e repouso prolongado aumentam o risco?
Durante longos períodos de imobilidade, os músculos das pernas são pouco acionados e o retorno do sangue pelas veias fica mais lento. Cirurgias, especialmente as de maior porte ou que envolvem quadril, pernas, pelve e abdômen, também podem provocar alterações temporárias na coagulação e lesões nos vasos.
Por isso, pacientes internados ou recém-operados podem receber medidas preventivas específicas, como movimentação precoce, meias de compressão ou medicamentos anticoagulantes, dependendo do risco individual. Essas medidas devem ser indicadas pela equipe médica e não devem ser iniciadas por conta própria.

Viagem longa também pode causar trombose?
Permanecer sentado por muitas horas em avião, carro, ônibus ou trem reduz o movimento das pernas. O CDC considera viagens com duração superior a quatro horas uma situação associada a maior risco de coágulos, embora o risco absoluto seja pequeno para a maioria das pessoas saudáveis.
O perigo é maior quando a viagem prolongada se soma a outros fatores, como cirurgia recente, trombose anterior, gravidez, obesidade ou uso de estrogênio. Durante trajetos longos, movimentar as pernas regularmente e levantar-se quando possível pode ajudar a manter a circulação.
Quais sinais de trombose merecem atenção?
A trombose venosa profunda costuma afetar uma perna. Algumas pessoas apresentam poucos sintomas, mas os sinais mais característicos incluem:
- inchaço que aparece principalmente em uma perna;
- dor ou sensibilidade na panturrilha ou coxa;
- sensação de peso ou tensão no membro;
- pele mais quente na região;
- vermelhidão ou mudança na cor da pele.
Esses sintomas também podem ter outras causas, portanto não confirmam trombose sozinhos. O Tua Saúde explica com mais detalhes os principais sintomas de trombose e como eles podem variar conforme o local atingido.

Quando é necessário procurar atendimento rapidamente?
Inchaço e dor súbitos em uma perna, principalmente depois de cirurgia, imobilização ou uma viagem longa, devem ser avaliados com brevidade. Se parte do coágulo se desprender e chegar aos pulmões, pode ocorrer uma embolia pulmonar.
Falta de ar repentina, dor no peito que piora ao respirar, tosse com sangue, tontura ou desmaio exigem atendimento de emergência. Quem apresenta fatores de risco importantes também pode conversar com o médico antes de viagens, cirurgias ou períodos de imobilidade para saber se necessita de medidas preventivas específicas. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.









