A lavagem nasal com solução salina pode ajudar a remover secreções e aliviar a sensação de nariz entupido, mas alguns cuidados fazem diferença para que o procedimento seja seguro. Usar água da torneira diretamente, deixar o frasco sem higienização ou posicionar a cabeça de maneira inadequada estão entre os erros que devem ser evitados. Para simplificar o processo, uma opção é usar soro fisiológico 0,9% pronto e seguir a orientação de um profissional de saúde.
1. Usar água da torneira diretamente na lavagem
A água considerada segura para beber não é necessariamente adequada para entrar nas fossas nasais. Microrganismos presentes na água podem ser inofensivos quando ingeridos, mas provocar infecções raras e graves quando entram pelo nariz. Por isso, não se deve colocar água diretamente da torneira no irrigador nasal.
O CDC orienta utilizar água destilada, estéril ou previamente fervida e resfriada na irrigação nasal. Um estudo disponível no PubMed que avaliou formas de tornar a água segura para irrigação nasal também encontrou que a fervura foi capaz de esterilizar a água analisada.
2. Preparar a solução com água ou quantidade de sal inadequadas
Fazer a lavagem apenas com água pura pode causar ardência e desconforto. A irrigação normalmente é realizada com uma solução salina, cuja concentração é mais compatível com a mucosa nasal. Para quem deseja uma alternativa prática, o soro fisiológico 0,9% pronto evita erros no preparo doméstico.
Se houver recomendação médica para preparar uma solução em casa, é importante seguir exatamente as proporções orientadas e utilizar água segura, como água previamente fervida e já resfriada. A página do Tua Saúde sobre como fazer lavagem nasal explica o procedimento e as principais situações em que ele pode ser utilizado.

3. Não lavar e secar o frasco depois do uso
O irrigador também precisa de atenção. Restos de solução e secreções podem contaminar o recipiente e o bico entre uma lavagem e outra. Pesquisas já identificaram microrganismos em dispositivos utilizados para irrigação nasal, o que reforça a necessidade de higienização regular.
Um trabalho publicado sobre contaminação de dispositivos de irrigação nasal descreveu a presença de bactérias potencialmente patogênicas nesses equipamentos. Para diminuir esse risco, o frasco deve ser limpo conforme as instruções do fabricante, enxaguado adequadamente e deixado secar completamente antes de ser guardado. O dispositivo também não deve ser compartilhado com outras pessoas.
4. Inclinar a cabeça para a posição errada
Durante a lavagem, a posição ajuda a solução a percorrer a cavidade nasal e sair sem causar tanto desconforto. Em geral, deve-se inclinar o corpo um pouco para a frente e virar levemente a cabeça para o lado, mantendo a boca aberta para respirar enquanto o líquido é aplicado.
Alguns erros frequentes durante essa etapa são:
- jogar a cabeça muito para trás;
- ficar completamente ereto durante a aplicação;
- prender a respiração ou fechar a boca;
- forçar a passagem do líquido quando ele não está fluindo normalmente.
Se o soro não passar como esperado, vale interromper e ajustar a posição em vez de aumentar imediatamente a pressão.

5. Aplicar o soro com força excessiva
Pressionar a seringa ou o irrigador com força exagerada não significa que a lavagem será mais eficiente. Um fluxo desconfortável pode provocar dor, sensação de ouvido tampado e irritação. O ideal é aplicar a solução de maneira controlada e interromper se houver dor importante ou pressão nos ouvidos.
A lavagem nasal pode não ser apropriada em algumas situações, como obstrução completa da narina, determinados problemas no ouvido ou período recente após algumas cirurgias. Crianças pequenas também exigem técnica e quantidade adequadas à idade. Quando houver dúvida sobre como preparar a solução, qual volume utilizar ou com que frequência fazer a lavagem, a orientação deve ser individualizada por um médico ou outro profissional de saúde habilitado. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação ou orientação médica.









