Quem tem melasma pode aproveitar a praia, mas precisa reforçar a fotoproteção. A radiação ultravioleta é um dos principais fatores de piora das manchas, e a luz visível também pode estimular a pigmentação, especialmente em peles mais escuras. Além disso, o calor intenso pode contribuir para alterações na pele, embora seu papel específico no melasma seja menos estabelecido do que o da radiação solar. Protetor com cor, barreiras físicas e horários menos intensos ajudam a reduzir a exposição.
1. Prefira protetor solar com cor
Para quem tem melasma, proteger apenas contra UVA e UVB pode não ser suficiente. A luz visível, que corresponde à parte da luz que conseguimos enxergar, também participa da pigmentação da pele. Por isso, protetores com pigmentos, especialmente óxidos de ferro, oferecem uma proteção adicional interessante.
Em um ensaio clínico publicado no Photodermatology, Photoimmunology & Photomedicine, pessoas com melasma que utilizaram proteção contra ultravioleta e luz visível tiveram melhora maior da pigmentação do que aquelas que receberam proteção apenas contra ultravioleta. Na prática, vale escolher um protetor de amplo espectro, FPS alto e com cor adequada ao tom da pele.
2. Reaplique o protetor ao longo do dia
Passar o produto antes de sair de casa não garante proteção durante toda a permanência na praia. Água, suor, atrito com toalhas e o próprio tempo diminuem a quantidade de protetor sobre a pele. Por isso, a reaplicação é fundamental.
De forma geral, o protetor deve ser reaplicado aproximadamente a cada duas horas durante a exposição e também depois de nadar, transpirar bastante ou se secar com a toalha. Áreas como rosto, orelhas, pescoço e colo não devem ser esquecidas. Quem já trata o melasma precisa manter esse cuidado mesmo quando as manchas estão mais claras.

3. Use chapéu de aba larga e procure sombra
O protetor solar funciona melhor quando faz parte de uma estratégia de fotoproteção, e não como a única barreira. Na praia, vale complementar com:
- chapéu de aba larga que proteja testa, têmporas e bochechas;
- óculos de sol;
- guarda-sol ou outra área sombreada;
- roupas e saídas de praia que cubram áreas com manchas;
- protetor solar mesmo quando a pessoa permanece sob o guarda-sol.
A sombra reduz a exposição direta, mas não bloqueia completamente a radiação refletida pela areia e pela água. Por isso, usar chapéu e protetor continua sendo importante.
4. Evite permanecer no sol nos horários mais intensos
Organizar o horário da praia também ajuda. Sempre que possível, prefira o começo da manhã ou o fim da tarde e evite permanecer longos períodos diretamente exposto quando a radiação solar está mais intensa.
Também vale procurar sombra se o rosto estiver ficando muito quente. Pesquisas mostram que a radiação infravermelha e o calor provocam respostas biológicas na pele, incluindo estresse oxidativo e alterações relacionadas ao fotoenvelhecimento. A evidência sobre calor isoladamente como causa direta de piora do melasma ainda é menos sólida, mas evitar superaquecimento é uma medida prudente para quem percebe piora das manchas após exposição intensa.

5. Não interrompa os cuidados ao voltar da praia
Melasma é uma alteração crônica e tende a reaparecer quando a fotoproteção é abandonada. Portanto, os cuidados não terminam depois das férias. Protetor solar deve continuar fazendo parte da rotina diária, inclusive em dias nublados ou quando há exposição frequente à luz do dia.
Se as manchas escurecerem após a praia, não é indicado aumentar por conta própria a concentração de ácidos ou combinar vários clareadores. A pele pode estar sensibilizada pela exposição solar, e produtos irritantes podem piorar a pigmentação. O dermatologista pode ajustar o tratamento conforme o tipo de pele, intensidade do melasma e produtos já utilizados.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui avaliação médica. Pessoas com melasma persistente, piora importante das manchas ou irritação causada por tratamentos devem procurar um dermatologista para receber orientação individualizada.









