Dor na parte externa do cotovelo ao apertar a mão, abrir um pote ou segurar objetos com firmeza pode estar relacionada à sobrecarga dos tendões que movimentam o punho e os dedos. Esse quadro é conhecido como epicondilite lateral ou “cotovelo de tenista”, embora também possa aparecer em pessoas que nunca praticaram tênis.
Por que apertar ou girar objetos pode doer?
Os músculos do antebraço se ligam ao cotovelo por meio de tendões. Quando movimentos de extensão do punho, rotação do antebraço ou força de pegada são repetidos muitas vezes, esses tendões podem ficar irritados e doloridos.
A American Academy of Orthopaedic Surgeons explica que a epicondilite lateral costuma provocar dor e sensibilidade na parte externa do cotovelo, além de desconforto ao segurar ou levantar objetos.

Quais tarefas costumam piorar a dor?
A dor no cotovelo pode aparecer em atividades comuns do dia a dia, principalmente quando exigem força de pegada ou repetição do movimento do punho.
Entre as situações que podem provocar ou intensificar o incômodo estão:
- apertar a mão de outra pessoa;
- abrir potes e tampas;
- usar chave de fenda ou outras ferramentas;
- carregar sacolas ou objetos com uma das mãos;
- levantar uma xícara ou panela;
- realizar movimentos repetitivos no trabalho ou em atividades esportivas.
Algumas pessoas também percebem redução da força para segurar objetos, principalmente quando a dor já está presente há algum tempo.
É preciso parar de usar o braço completamente?
Geralmente não. O mais útil costuma ser reduzir temporariamente as atividades que provocam dor intensa ou repetem muitas vezes o mesmo movimento, sem deixar o braço totalmente imóvel.
Também pode ajudar modificar a forma de segurar ferramentas, alternar as mãos quando possível e fazer pausas em tarefas prolongadas. Essas mudanças diminuem a carga sobre os tendões e podem permitir que a irritação melhore gradualmente.
Outros problemas podem causar dor nessa região?
Sim. Dor próxima ao cotovelo também pode surgir por lesões musculares, problemas articulares, compressão de nervos ou outras alterações dos tendões. Por isso, o local da dor e a atividade que a desencadeia ajudam na avaliação, mas não fecham o diagnóstico.
A epicondilite lateral costuma ser identificada principalmente pelo histórico dos sintomas e pelo exame físico. Em algumas situações, exames de imagem podem ser solicitados para afastar outras causas.

Quando vale procurar avaliação?
Uma dor leve após esforço pode melhorar com redução temporária da sobrecarga, mas sintomas que persistem por várias semanas, voltam com frequência ou começam a atrapalhar tarefas simples merecem avaliação médica.
Também é importante procurar atendimento se houver perda progressiva de força, inchaço importante, dificuldade para movimentar o cotovelo ou dor que surgiu após uma queda ou trauma. Confirmar a causa ajuda a definir se são necessárias mudanças de atividade, fisioterapia ou outras formas de tratamento.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









