Ouvir apito, chiado, campainha, zunido ou outro som sem que exista uma fonte externa é o que caracteriza o zumbido no ouvido. Quando esse incômodo passa a ser frequente ou persistente, principalmente junto com dificuldade para ouvir ou entender conversas, vale avaliar também a audição, já que as duas alterações aparecem juntas em muitas pessoas.
Por que o zumbido pode estar ligado à perda auditiva?
O zumbido não é uma doença isolada, mas um sintoma que pode aparecer por diferentes motivos. Alterações relacionadas ao envelhecimento da audição e danos provocados pela exposição a ruído estão entre as causas associadas.
Segundo o National Institute on Deafness and Other Communication Disorders, dos NIH, a maioria das pessoas com zumbido apresenta algum grau de perda auditiva. Isso não significa que todo zumbido seja causado pela perda de audição, mas explica por que testar a capacidade auditiva costuma fazer parte da investigação.

Quais mudanças na audição merecem atenção?
Nem sempre a perda auditiva é percebida como uma diminuição clara do volume dos sons. Alguns sinais aparecem de maneira mais discreta e gradual:
- dificuldade para entender conversas em lugares barulhentos;
- necessidade de aumentar o volume da televisão;
- pedir frequentemente para as pessoas repetirem o que disseram;
- achar que as vozes estão abafadas ou pouco claras;
- ter dificuldade para perceber sons mais agudos;
- zumbido associado à sensação de audição pior em um ou nos dois ouvidos.
Nessas situações, a audiometria e outros testes podem mostrar alterações que a pessoa ainda não percebeu claramente no cotidiano.
Barulho alto pode piorar o problema?
Sim. O NIDCD também relaciona a exposição a sons intensos tanto ao zumbido quanto à perda auditiva. Shows, ferramentas ruidosas, máquinas e fones em volumes elevados podem contribuir para lesões das estruturas sensíveis do ouvido interno.
Evitar exposição desnecessária a ruídos muito intensos, afastar-se da fonte sonora quando possível e utilizar proteção auditiva apropriada em ambientes realmente barulhentos são medidas importantes para proteger a audição.
Os medicamentos também devem ser observados?
Alguns medicamentos podem provocar ou agravar zumbido, especialmente dependendo da dose e das condições de saúde da pessoa. Por isso, durante a investigação, é útil informar ao médico todos os remédios e suplementos utilizados e observar se o sintoma começou ou se tornou mais intenso depois de alguma mudança no tratamento.
Isso não significa que o medicamento deva ser interrompido por conta própria. A avaliação profissional é necessária para decidir se existe uma possível relação e se alguma alteração no tratamento é realmente indicada. Conhecer outras causas de zumbido no ouvido também ajuda a entender por que o sintoma precisa ser analisado dentro do contexto de cada pessoa.

Quando o zumbido precisa ser avaliado?
Zumbido que se torna persistente, acontece com frequência, interfere no sono ou na concentração ou aparece junto com piora da audição merece avaliação médica e auditiva. O exame do ouvido também pode identificar causas tratáveis, como excesso de cera ou algumas alterações locais.
Já uma perda de audição que surge de forma súbita, principalmente em apenas um ouvido, precisa de avaliação rápida. Zumbido que pulsa no ritmo do coração, aparece apenas de um lado de forma persistente ou vem acompanhado de tontura intensa ou outros sintomas neurológicos também merece investigação específica.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









