Os rins filtram o sangue, eliminam resíduos e participam do controle da pressão e do equilíbrio de líquidos e minerais do organismo. Como a doença renal crônica pode permanecer sem sintomas nas fases iniciais, cuidar desses órgãos não deve começar apenas quando algum sinal aparece. Manter uma hidratação adequada, controlar pressão e glicose e evitar o uso de anti-inflamatórios por conta própria são três atitudes importantes para reduzir fatores que podem prejudicar a função renal.
1. Beber água ao longo do dia, sem exageros
A água é necessária para que o organismo mantenha seu equilíbrio de líquidos e consiga eliminar resíduos pela urina. Passar longos períodos sem beber líquidos, especialmente em situações de calor intenso, exercício ou episódios de vômitos e diarreia, pode favorecer a desidratação e comprometer temporariamente o funcionamento dos rins.
Isso não significa que todo mundo precise beber uma quantidade fixa ou forçar vários litros diariamente. A necessidade varia conforme tamanho corporal, clima, alimentação, atividade física e condições de saúde. Pessoas com algumas doenças cardíacas ou renais podem inclusive receber orientação para controlar a ingestão de líquidos. A Sociedade Brasileira de Nefrologia recomenda ter cuidado com a desidratação como parte da prevenção de problemas renais.
2. Manter a pressão e a glicose sob controle
Hipertensão e diabetes estão entre os principais fatores associados à doença renal crônica. Quando permanecem mal controlados por muito tempo, podem danificar progressivamente os pequenos vasos responsáveis pela filtração do sangue nos rins. Por isso, medir a pressão, acompanhar a glicemia quando houver indicação e seguir corretamente o tratamento prescrito ajuda também a proteger a função renal.
A Sociedade Brasileira de Nefrologia inclui entre suas recomendações preventivas o controle da pressão arterial, da glicose e de outros fatores cardiovasculares. Para quem já tem hipertensão ou diabetes, consultas e exames periódicos são especialmente importantes, mesmo na ausência de sintomas.

3. Evitar anti-inflamatórios sem orientação
Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno, podem diminuir o fluxo de sangue que chega aos rins em determinadas situações. O risco é maior em pessoas que já têm doença renal, idosos, pacientes desidratados ou pessoas que usam alguns medicamentos para pressão e coração.
Isso não quer dizer que esses remédios sejam proibidos para todas as pessoas. O problema está principalmente no uso inadequado, frequente ou sem avaliação profissional. A orientação da Sociedade Brasileira de Nefrologia é evitar o uso de anti-inflamatórios não hormonais sem necessidade e não tomar medicamentos por conta própria. Quem já apresenta alteração renal deve conversar com o médico antes de utilizá-los.
Por que problemas nos rins podem passar despercebidos?
A doença renal crônica pode não provocar sintomas em seus estágios iniciais. Quando manifestações como cansaço, inchaço, náuseas, coceira ou alterações na urina aparecem, a perda de função renal já pode estar mais avançada.
Por isso, pessoas com diabetes, hipertensão, obesidade, doença cardiovascular ou histórico familiar de problemas renais podem precisar de acompanhamento mesmo quando se sentem bem. Exames relativamente simples, como a dosagem de creatinina no sangue e a análise de urina, ajudam a identificar alterações que merecem investigação.

Quem precisa ter ainda mais atenção aos rins?
O cuidado deve ser maior principalmente entre pessoas com fatores que aumentam a chance de lesão renal. Entre eles estão:
- pressão alta;
- diabetes;
- histórico familiar de doença renal;
- idade mais avançada;
- obesidade ou doença cardiovascular;
- uso frequente de medicamentos potencialmente prejudiciais aos rins.
Proteger os rins depende mais da constância desses cuidados do que de medidas especiais ou suplementos. Quem possui fatores de risco deve conversar com o médico sobre a necessidade e a frequência dos exames de acompanhamento. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nefrologista.








