Pseudoefedrina e fenilefrina são encontradas em medicamentos para gripe, resfriado e congestão nasal, mas merecem atenção especial em pessoas com pressão alta ou doenças cardiovasculares. Esses descongestionantes contraem os vasos sanguíneos e podem elevar a pressão arterial, além de provocar palpitações em algumas pessoas. O cuidado é ainda maior quando a hipertensão está descontrolada, e o fato de o remédio ser usado apenas por poucos dias não elimina completamente o risco.
Por que o descongestionante pode aumentar a pressão?
A pseudoefedrina e a fenilefrina diminuem a congestão porque provocam a contração dos vasos sanguíneos da mucosa nasal. Esse efeito reduz o inchaço dentro do nariz, mas não necessariamente fica restrito à região nasal. A vasoconstrição também pode aumentar a resistência à passagem do sangue e favorecer uma elevação da pressão arterial.
Por isso, medicamentos com pseudoefedrina ou fenilefrina precisam ser avaliados com mais cuidado por quem já apresenta hipertensão, alterações do ritmo cardíaco ou outras doenças cardiovasculares.
Quem deve evitar pseudoefedrina ou fenilefrina?
A atenção deve ser maior principalmente para pessoas com pressão arterial muito elevada ou sem controle adequado. A Mayo Clinic orienta não usar descongestionantes em casos de hipertensão grave ou não controlada e cita pseudoefedrina e fenilefrina entre os princípios ativos que podem aumentar a pressão.
Também é importante buscar orientação médica ou farmacêutica antes do uso quando existe doença cardíaca. Entre as situações que merecem atenção estão:
- hipertensão descontrolada ou muito elevada;
- histórico de infarto ou acidente vascular cerebral;
- insuficiência cardíaca;
- arritmias ou palpitações frequentes;
- uso de vários medicamentos para controlar a pressão;
- outras doenças cardiovasculares relevantes.
Ter hipertensão controlada não significa que qualquer antigripal seja automaticamente seguro. O risco individual depende da pressão atual, das doenças existentes, da dose utilizada e dos outros medicamentos em uso.

Usar o descongestionante por poucos dias é seguro?
Não necessariamente. O efeito vasoconstritor acontece enquanto o medicamento está atuando no organismo, portanto alterações na pressão ou palpitações podem surgir mesmo durante tratamentos curtos. Algumas pessoas podem não perceber nenhuma mudança, enquanto outras são mais sensíveis aos efeitos cardiovasculares.
Isso também explica por que não é adequado usar um medicamento que sobrou de uma gripe anterior apenas porque o nariz voltou a ficar entupido. A causa da congestão nasal pode ser diferente e nem sempre exige um descongestionante oral.
Por que é importante conferir a composição dos antigripais?
Pseudoefedrina e fenilefrina frequentemente aparecem associadas a outros princípios ativos em medicamentos para gripe e resfriado. Por isso, uma pessoa pode comprar um produto pensando apenas em tratar febre, dor no corpo ou coriza e acabar ingerindo também um descongestionante.
Quem tem pressão alta deve conferir os princípios ativos da embalagem antes de tomar um antigripal, principalmente os produtos que prometem aliviar vários sintomas ao mesmo tempo. Se houver dúvida, um farmacêutico ou médico pode ajudar a identificar opções que não contenham descongestionantes vasoconstritores.

O que pode ser feito para aliviar o nariz entupido?
Quando existe hipertensão ou doença cardiovascular, a melhor alternativa depende da causa da congestão. A lavagem ou o spray nasal com solução salina pode ajudar a remover secreções e umidificar as vias respiratórias sem os efeitos sistêmicos dos descongestionantes orais. Casos relacionados a alergias, sinusite ou outras condições podem precisar de tratamentos específicos.
Quem apresentar palpitações importantes, dor no peito, falta de ar, desmaio ou elevação acentuada da pressão após usar um descongestionante deve procurar avaliação médica. Também não é recomendado interromper medicamentos para pressão ou substituir um descongestionante por outro por conta própria.
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica. Pessoas com hipertensão ou doença cardiovascular devem buscar orientação profissional antes de utilizar medicamentos para gripe e congestão que contenham pseudoefedrina ou fenilefrina.








