O ácido fólico é recomendado para mulheres que planejam engravidar porque ajuda a reduzir o risco de defeitos do tubo neural, alterações que afetam a formação inicial do cérebro e da medula do bebê. A suplementação deve começar antes da gravidez sempre que possível, já que essa etapa do desenvolvimento acontece muito cedo, muitas vezes antes mesmo de a gestação ser descoberta.
Quando começar a tomar ácido fólico?
Para mulheres com risco habitual, o Ministério da Saúde orienta iniciar a suplementação de ácido fólico pelo menos 30 dias antes da concepção e mantê-la até o final do primeiro trimestre. A recomendação existe porque o fechamento do tubo neural ocorre nas primeiras semanas depois da fecundação.
A Febrasgo também reforça a importância do uso ainda no período de planejamento da gravidez. Em uma orientação da Febrasgo sobre suplementação na gestação, a entidade destaca que o folato deve ser iniciado no período pré-concepcional ou assim que a gravidez for descoberta, caso a mulher ainda não estivesse tomando o suplemento.
Qual é a dose de ácido fólico mais usada?
A dose depende principalmente do risco de defeitos do tubo neural. Para mulheres consideradas de baixo risco, a recomendação habitual é de 400 microgramas por dia, equivalentes a 0,4 mg. Essa quantidade não deve ser confundida com comprimidos de doses maiores disponíveis no mercado.
O Ministério da Saúde orienta 400 mcg de ácido fólico ao dia para mulheres de baixo risco, começando pelo menos 30 dias antes da concepção e continuando até o fim do primeiro trimestre. Por isso, a dose do suplemento deve ser conferida com o profissional que acompanha o planejamento da gravidez ou o pré-natal.

Quem pode precisar de uma dose maior?
Algumas mulheres apresentam maior risco de uma gestação afetada por defeitos do tubo neural e podem receber doses superiores. Nesses casos, não é indicado aumentar a quantidade por conta própria, porque a necessidade depende do histórico e das condições de saúde de cada pessoa.
Entre as situações que podem exigir uma avaliação específica estão:
- gestação anterior afetada por defeito do tubo neural;
- uso de determinados medicamentos anticonvulsivantes;
- diabetes;
- obesidade;
- algumas condições que prejudicam a absorção de nutrientes.
O Ministério da Saúde cita doses de aproximadamente 4 a 5 mg ao dia para mulheres de maior risco, enquanto a Febrasgo recomenda 4 mg ao dia em gestações de alto risco para defeitos do tubo neural. A definição da dose e do período de uso deve ser feita pelo obstetra.
Por que não adianta esperar várias semanas de gravidez?
O tubo neural é uma estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinhal. Seu fechamento ocorre aproximadamente nas primeiras quatro semanas após a concepção. Por isso, quando a suplementação começa apenas após uma consulta realizada mais tarde, parte do período mais importante para esse efeito preventivo pode já ter passado.
Isso não significa que quem descobriu a gravidez sem tomar o suplemento deva se desesperar. A orientação é iniciar o acompanhamento pré-natal e conversar com o profissional de saúde sobre a suplementação adequada. No Tua Saúde, é possível entender mais sobre para que serve o ácido fólico na gravidez e como ele é utilizado.
Alimentos ricos em folato substituem o suplemento?
Vegetais verde-escuros, feijão, lentilha, ervilha e outros alimentos fornecem folato e fazem parte de uma alimentação equilibrada. No Brasil, algumas farinhas também são enriquecidas com ácido fólico. Mesmo assim, a alimentação não substitui automaticamente a suplementação recomendada no período pré-concepcional.
Quem pretende engravidar deve conversar sobre ácido fólico já na consulta de planejamento reprodutivo. Se a gravidez já tiver começado e o suplemento ainda não estiver sendo utilizado, é importante procurar orientação para definir a dose adequada, especialmente quando existem doenças prévias ou uso contínuo de medicamentos.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico. A dose e o período de suplementação de ácido fólico devem ser definidos de acordo com o risco individual e o acompanhamento pré-natal.








