Dormir várias horas e mesmo assim acordar cansado pode indicar que o problema não está apenas na quantidade de sono, mas também na qualidade do descanso. Despertares frequentes, sono mais superficial e alguns distúrbios podem impedir que o organismo passe pelas etapas do sono de forma adequada.
Com o avanço da idade, é comum ocorrerem mudanças no horário de dormir e acordar e um aumento dos despertares durante a noite. No entanto, sentir cansaço persistente, sonolência intensa ou perceber que o sono nunca parece reparador não deve ser considerado apenas uma consequência normal do envelhecimento.
Por que muitas horas na cama podem não descansar
Segundo o National Institute on Aging, adultos mais velhos continuam precisando, em geral, de cerca de sete a nove horas de sono por noite. Porém, algumas pessoas passam tempo suficiente na cama e ainda têm um descanso fragmentado.
Entre os fatores que podem prejudicar a qualidade do sono estão:
- despertares frequentes durante a madrugada;
- dificuldade para voltar a dormir;
- dor, necessidade de urinar ou desconfortos noturnos;
- insônia ou alterações do ritmo de sono;
- distúrbios como a apneia obstrutiva do sono.

O estudo sobre as mudanças do sono com a idade
Uma revisão científica chamada Sleep in Normal Aging, publicada na revista Sleep Medicine Clinics, descreve mudanças associadas ao envelhecimento, como maior número de despertares noturnos, mais tempo acordado durante a noite e redução do sono profundo.
Essas alterações ajudam a explicar por que algumas pessoas podem permanecer várias horas na cama e ainda sentir que não descansaram bem. Ao mesmo tempo, alterações persistentes ou intensas precisam ser avaliadas, pois também podem estar relacionadas a um problema específico do sono ou a outras condições de saúde.
O que pode ajudar o sono a ser mais reparador
Alguns hábitos ajudam o organismo a manter horários mais previsíveis e reduzem estímulos capazes de fragmentar o descanso. A chamada higiene do sono pode ser especialmente útil quando a rotina varia muito de um dia para outro.
Algumas medidas importantes incluem:
- dormir e acordar aproximadamente nos mesmos horários todos os dias;
- reduzir café, chá-preto, energéticos e outras fontes de cafeína no fim do dia;
- manter o quarto escuro, silencioso e confortável;
- evitar refeições muito pesadas próximo da hora de dormir;
- criar um período de relaxamento antes de se deitar.

Quando o cansaço ao acordar merece investigação
Cansaço persistente mesmo após uma noite aparentemente longa merece atenção principalmente quando interfere nas atividades diárias. Sonolência intensa durante o dia, dificuldade de concentração ou necessidade frequente de cochilar podem indicar que o sono noturno não está sendo suficientemente reparador.
Também é importante procurar avaliação médica quando existem ronco alto com pausas respiratórias, engasgos durante o sono, dificuldade contínua para dormir, despertares muito frequentes ou cansaço que continua por várias semanas. O médico pode investigar hábitos, medicamentos, problemas de saúde e possíveis distúrbios do sono.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.








