A sensação de catarro na garganta, acompanhada de pigarro ou tosse frequente, pode ocorrer quando o muco produzido no nariz escorre pela parte de trás da garganta. Esse fenômeno, conhecido como gotejamento pós-nasal, pode estar relacionado a alergias, resfriados e outras condições. Embora seja desconfortável, algumas medidas simples podem ajudar a aliviar o incômodo. Entenda o que pode estar acontecendo e quando é necessário procurar avaliação médica.
Por que o catarro escorre pela garganta e provoca tosse?
O nariz produz muco continuamente para umedecer e proteger as vias respiratórias. Normalmente, essa secreção é engolida sem que a pessoa perceba. Entretanto, quando sua quantidade aumenta ou sua consistência muda, o muco pode se acumular na parte de trás da garganta.
Esse processo, chamado de gotejamento pós-nasal, pode provocar pigarro, sensação de secreção presa e tosse, especialmente ao deitar. No entanto, esses sintomas não identificam uma doença específica, sendo necessário considerar outras manifestações e o histórico de saúde.

Quais são as possíveis causas do catarro na garganta?
O acúmulo de secreção pode estar associado a diferentes alterações nas vias respiratórias. Identificar a causa é importante porque o tratamento adequado varia conforme a origem do problema.
- Rinite alérgica: pode aumentar a produção de muco e provocar espirros, coceira e congestão nasal.
- Resfriados e gripes: podem causar aumento temporário das secreções respiratórias.
- Sinusite: pode provocar secreção nasal, obstrução e sensação de pressão no rosto.
- Irritantes ambientais: fumaça, poeira e poluição podem irritar as vias respiratórias.
- Refluxo gastroesofágico: pode causar irritação na garganta, pigarro e tosse, mesmo sem excesso de muco.
Para entender melhor esse mecanismo, conheça também os sintomas e as causas do gotejamento pós-nasal.
O que pode ajudar a aliviar o catarro na garganta?
Algumas medidas podem favorecer a eliminação das secreções e reduzir a irritação. A hidratação e os cuidados com o nariz são opções que podem ser consideradas, respeitando as necessidades individuais.
- Beber água regularmente: ajuda a manter a hidratação e pode facilitar a eliminação das secreções.
- Fazer lavagem nasal: a solução salina pode ajudar a remover o excesso de muco e aliviar a congestão.
- Evitar fumaça e poeira: reduz a exposição a substâncias que podem irritar as vias respiratórias.
- Manter os ambientes ventilados: contribui para diminuir a exposição a alguns irritantes presentes no ar.
Para a lavagem nasal, prefira solução salina estéril própria para esse uso. Se precisar prepará-la, utilize apenas água destilada, estéril ou previamente fervida e resfriada, seguindo orientações profissionais. Não utilize água diretamente da torneira e higienize o dispositivo após o uso, conforme as instruções do fabricante.
O que uma revisão científica mostrou sobre a lavagem nasal?
Segundo a revisão sistemática Optimal Device and Regimen of Nasal Saline Treatment for Sinonasal Diseases: Systematic Review, publicada na revista científica OTO Open em 2022, pesquisadores analisaram 69 estudos sobre o uso de soluções salinas em diferentes doenças nasais. Os resultados indicaram benefícios da irrigação nasal para diversas condições, incluindo rinite alérgica e rinossinusite.
A revisão também identificou diferenças entre as formas de aplicação e as concentrações utilizadas. Isso significa que a lavagem nasal pode ajudar no controle de sintomas nasais, mas não garante a resolução do catarro na garganta, especialmente quando sua origem ainda não foi identificada.

Quando o catarro na garganta precisa de avaliação médica?
Se o catarro na garganta e a tosse persistirem por mais de algumas semanas, piorarem ou vierem acompanhados de dificuldade para engolir, é importante procurar avaliação médica. O profissional poderá investigar a causa e indicar o tratamento adequado.
Se houver falta de ar intensa, dificuldade importante para respirar ou sensação de sufocamento, procure atendimento de emergência imediatamente. Esses sinais não devem ser tratados apenas com medidas caseiras.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou as orientações de um médico.








