O arco do pé pode diminuir mesmo depois da vida adulta. O chamado pé chato adulto pode surgir quando tendões e ligamentos que sustentam o arco perdem eficiência, provocando mudança progressiva no formato do pé, dor e inchaço na região interna do tornozelo.
Por que o arco do pé pode diminuir
O tendão tibial posterior tem papel importante na sustentação do arco durante a caminhada. Quando ele enfraquece ou sofre alterações, o arco pode baixar progressivamente, enquanto outros ligamentos passam a receber mais carga.
Segundo a American Academy of Orthopaedic Surgeons, essa condição atualmente é chamada de deformidade progressiva do pé em colapso. Conforme evolui, o calcanhar pode se deslocar para fora, alterando o alinhamento do pé e fazendo o tornozelo parecer inclinado para dentro.
O que um estudo científico observou

Segundo a revisão sistemática Reported selection criteria for adult acquired flatfoot deformity and posterior tibial tendon dysfunction, publicada na PLoS One, pesquisadores analisaram critérios usados em estudos sobre pé chato adquirido no adulto e disfunção do tendão tibial posterior.
Entre os achados frequentemente usados na avaliação estavam colapso do arco, alteração no alinhamento do pé e dificuldade para elevar o calcanhar apoiando-se em uma perna. Esses sinais ajudam a diferenciar uma mudança estrutural progressiva de uma característica antiga e estável do pé.
Quais sinais merecem atenção
A alteração pode começar discretamente e ficar mais evidente ao longo do tempo. Alguns sinais que justificam avaliação incluem:
- arco ficando progressivamente mais baixo;
- dor ou inchaço na parte interna do pé e do tornozelo;
- mudança visível no alinhamento do calcanhar;
- dificuldade para caminhar ou permanecer muito tempo em pé;
- dificuldade para ficar na ponta do pé, especialmente em uma perna só.
O pé chato também pode existir desde a infância sem causar sintomas. Por isso, perceber que o formato começou a mudar recentemente é uma informação importante para levar ao ortopedista.

O que fazer enquanto aguarda avaliação
Calçados firmes e confortáveis podem melhorar o apoio e reduzir o desconforto, mas não substituem a investigação quando a deformidade está avançando. Até a consulta, algumas medidas podem ajudar:
- preferir calçados com bom suporte para o pé e calcanhar;
- evitar atividades que aumentem claramente a dor;
- não insistir em exercícios dolorosos para tentar formar o arco;
- observar se a mudança está acontecendo em um ou nos dois pés;
- procurar avaliação se houver piora progressiva ou dificuldade para caminhar.
O tratamento depende do estágio e pode incluir palmilhas, órteses, fisioterapia e outras medidas orientadas pelo especialista. Avaliar a alteração ainda nas fases iniciais pode ajudar a preservar a função e controlar os sintomas.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou a orientação de um médico.









