Sentir pés dormentes, formigando ou queimando, junto com piora do equilíbrio, pode indicar alteração nos nervos periféricos, que ajudam a levar sensações dos pés ao cérebro e participam da segurança ao caminhar.
Por que os pés ficam dormentes
A neuropatia periférica acontece quando nervos fora do cérebro e da medula são lesionados. Isso pode reduzir a sensibilidade, provocar dor em queimação e dificultar a percepção do chão, aumentando o risco de tropeços e quedas.
Segundo o MedlinePlus, a neuropatia periférica pode causar dormência, formigamento, queimação, dor, fraqueza e perda de sensibilidade, principalmente nas mãos e nos pés.

Sinais que merecem atenção
Os sintomas podem começar de forma discreta e piorar aos poucos, por isso observar mudanças na sensibilidade e no equilíbrio ajuda a identificar quando é preciso investigar:
- Pés dormentes ou com sensação de “agulhadas”;
- Queimação, choque ou dor que piora à noite;
- Menor percepção de calor, frio, dor ou pressão;
- Desequilíbrio ao caminhar, especialmente no escuro;
- Fraqueza, tropeços frequentes ou dificuldade para subir escadas.
Diabetes, deficiência de vitamina B12, uso de álcool, doença renal, alguns medicamentos, infecções, doenças autoimunes e tratamentos como quimioterapia podem estar envolvidos.
O que diz um estudo científico
A relação entre neuropatia e quedas foi avaliada no estudo de coorte The association of peripheral neuropathy detected by monofilament testing with risk of falls and fractures in older adults, publicado no Journal of the American Geriatrics Society.
O estudo analisou adultos mais velhos do ARIC Study e observou que neuropatia periférica identificada por teste de monofilamento esteve associada a maior risco de quedas e fraturas. Isso reforça que pés dormentes com perda de equilíbrio não devem ser tratados apenas como incômodo passageiro.
Cuidados enquanto investiga
Algumas medidas ajudam a proteger os pés e reduzir o risco de quedas enquanto a causa está sendo avaliada:
- Examinar os pés todos os dias, procurando feridas, bolhas ou áreas vermelhas;
- Usar calçados fechados, confortáveis e bem ajustados;
- Evitar andar descalço, principalmente fora de casa;
- Retirar tapetes soltos, fios e obstáculos do caminho;
- Manter boa iluminação ao levantar à noite.
Também vale conhecer melhor a neuropatia periférica, porque o tratamento depende da causa, da intensidade dos sintomas e da presença de feridas, fraqueza ou doenças associadas.

Quando procurar avaliação
Procure consulta se houver dormência persistente, queimação frequente, piora do equilíbrio, quedas, fraqueza crescente, dor intensa ou perda de sensibilidade que atrapalha caminhar. A avaliação pode incluir exame neurológico, testes de sensibilidade e exames de sangue.
Busque atendimento mais rápido se aparecerem feridas que não cicatrizam, infecção nos pés, perda súbita de força, dificuldade para andar ou piora rápida dos sintomas. Identificar a causa ajuda a proteger os nervos, os pés e a autonomia.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









