Dor no punho do lado do polegar, principalmente ao pegar o bebê no colo, torcer uma tampa, segurar sacolas ou usar o celular, pode ser sinal de tenossinovite de Quervain. Conhecida popularmente como “punho de mãe”, essa inflamação afeta tendões que movimentam o polegar e pode piorar com gestos repetitivos.
O que é tenossinovite de Quervain
A tenossinovite de Quervain ocorre quando os tendões na base do polegar ficam inflamados ou irritados dentro da bainha que os envolve. Com menos espaço para deslizar, movimentos simples passam a causar dor, fisgada ou sensação de travamento.
Segundo a Mayo Clinic, o diagnóstico costuma ser feito pelo exame físico e pode incluir o teste de Finkelstein, em que o movimento do polegar e do punho ajuda a reproduzir a dor típica da condição.

Sinais que ajudam a reconhecer
O sintoma mais comum é a dor na lateral do punho, perto da base do polegar. Em mães, pais e cuidadores, ela pode aparecer ao levantar o bebê com o punho dobrado, mas também ocorre em quem digita muito, usa celular por longos períodos ou faz movimentos repetitivos com a mão.
- Dor do lado do polegar, que pode subir para o antebraço;
- Inchaço ou sensibilidade na base do polegar;
- Piora ao pegar o bebê, segurar objetos ou torcer o punho;
- Dificuldade para abrir potes, escrever ou usar o celular;
- Estalos, fisgadas ou sensação de fraqueza ao pinçar.
O que um estudo científico mostrou
A associação com o cuidado de bebês não é apenas uma impressão. Pegar a criança repetidas vezes, sustentar a cabeça e manter o punho dobrado por muito tempo pode sobrecarregar os tendões do polegar, especialmente no pós-parto.
Segundo o estudo observacional “De Quervain’s Tenosynovitis in Primary Caregivers”, publicado no Wisconsin Medical Journal, a tenossinovite de De Quervain em cuidadores de recém-nascidos parece estar relacionada a componentes mecânicos do cuidado diário. O estudo reforça que homens e mulheres cuidadores podem ser afetados, não apenas mães.
O que pode aliviar no dia a dia
Algumas adaptações reduzem a sobrecarga no punho e podem evitar piora enquanto a pessoa aguarda avaliação. O objetivo é diminuir movimentos de pinça e torção, sem imobilizar por conta própria por tempo prolongado.
- Levantar o bebê aproximando-o do corpo e usando o antebraço como apoio;
- Evitar pegar objetos pesados com o polegar aberto em pinça;
- Fazer pausas no celular e alternar as mãos;
- Usar tala apenas se houver orientação profissional;
- Evitar automedicação com anti-inflamatórios.
Para entender sintomas, causas e opções de cuidado, veja também sobre tenossinovite de Quervain e quando procurar um ortopedista.

Quando procurar avaliação
Procure um ortopedista, fisioterapeuta ou cirurgião de mão se a dor dura mais de alguns dias, limita cuidados com o bebê, atrapalha trabalho, causa inchaço importante ou piora apesar do repouso relativo. O tratamento pode incluir ajustes de atividade, imobilização orientada, fisioterapia e, em alguns casos, infiltração.
Busque atendimento com mais urgência se houver deformidade após queda, perda de força intensa, dormência persistente, febre, vermelhidão progressiva ou dor muito forte. Esses sinais podem indicar outras causas de dor no punho que precisam ser avaliadas rapidamente.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









