Quem tem enxaqueca frequente muitas vezes busca alternativas para reduzir a intensidade e a repetição das crises. Entre os suplementos mais estudados, a combinação magnésio enxaqueca e riboflavina chama atenção por atuar em processos ligados à energia celular, excitabilidade dos neurônios e controle da dor.
Por que esses nutrientes são estudados
O magnésio participa da transmissão nervosa, do relaxamento muscular e da regulação de sinais de dor. Já a riboflavina, ou vitamina B2, tem papel importante na produção de energia dentro das células.
Como a enxaqueca envolve alterações na atividade cerebral e, em algumas pessoas, maior sensibilidade a estímulos, esses nutrientes passaram a ser investigados como apoio na prevenção, não como tratamento imediato da crise.
O estudo científico sobre magnésio enxaqueca
Segundo o ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo e multicêntrico Improvement of migraine symptoms with a proprietary supplement containing riboflavin, magnesium and Q10, publicado no The Journal of Headache and Pain, 130 adultos com pelo menos 3 crises de enxaqueca por mês foram acompanhados por 3 meses.
O suplemento continha 600 mg de magnésio, 400 mg de riboflavina e 150 mg de coenzima Q10 por dia. A redução dos dias com enxaqueca não foi estatisticamente superior ao placebo, mas houve melhora significativa na intensidade da dor, no impacto da dor de cabeça e na avaliação subjetiva dos participantes.

O que pode melhorar
Os resultados sugerem que esses suplementos podem ajudar algumas pessoas a ter crises menos pesadas ou com menor impacto na rotina. O efeito, quando aparece, costuma ser preventivo e gradual.
- Menor intensidade da dor em algumas pessoas;
- Redução do impacto da enxaqueca nas atividades diárias;
- Possível melhora da energia celular pela ação da riboflavina;
- Possível modulação da excitabilidade nervosa pelo magnésio;
- Melhor resposta quando o uso é regular e acompanhado.
Quem precisa ter cuidado
Apesar de serem nutrientes, magnésio e riboflavina em doses altas devem ser usados com orientação, principalmente quando há doenças crônicas, uso de medicamentos ou suspeita de outro tipo de dor de cabeça.
- Magnésio pode causar diarreia, cólicas e desconforto abdominal;
- Pessoas com doença renal devem evitar suplementação sem avaliação médica;
- Riboflavina pode deixar a urina mais amarela, efeito geralmente esperado;
- Gestantes, lactantes e crianças precisam de dose individualizada;
- Dor súbita, pior dor da vida, febre ou alteração neurológica exigem atendimento urgente.

Como usar a evidência na rotina
Magnésio e riboflavina podem ser considerados em estratégias de prevenção da enxaqueca, mas não substituem diagnóstico, controle de gatilhos, sono regular, hidratação, atividade física e medicamentos quando indicados. Veja também o guia do Tua Saúde sobre enxaqueca.
Para quem tem crises frequentes, o ideal é conversar com um neurologista ou nutricionista antes de iniciar suplementos, definindo dose, tempo de teste e critérios para avaliar se houve melhora real.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, neurologista ou nutricionista.









