A deficiência de biotina, ferro, zinco e proteínas está entre as principais causas nutricionais associadas a unhas fracas e quebradiças. As unhas são formadas por queratina, uma proteína que depende desses nutrientes para ser produzida em boa qualidade. Quando a fragilidade persiste mesmo com cuidados externos, o problema geralmente vem de dentro do organismo, e sinais visuais como coiloníquia e linhas de Beau podem indicar exatamente qual carência investigar.
Por que a falta de biotina compromete a estrutura das unhas?
A biotina, também chamada de vitamina B7, participa diretamente da síntese de queratina, a proteína que forma a lâmina ungueal. Quando seus níveis estão baixos, a produção dessa proteína fica prejudicada e as unhas passam a lascar, descamar e quebrar com facilidade.
Gestantes, pessoas em uso prolongado de anticonvulsivantes e quem tem doenças inflamatórias intestinais estão entre os grupos com maior risco de deficiência. Para conhecer as principais causas e formas de tratar o problema, vale consultar o guia sobre unhas fracas e quando procurar avaliação médica.
Como ferro, zinco e proteínas afetam a saúde ungueal?
O ferro transporta oxigênio até a matriz ungueal, e sua deficiência é uma das causas mais frequentes de fragilidade, especialmente em mulheres em idade fértil. O zinco participa da divisão celular e da síntese proteica, enquanto as proteínas fornecem os aminoácidos essenciais para a formação da queratina.
Uma dieta com pouca variedade, restrições prolongadas ou problemas de absorção intestinal pode reduzir a oferta desses nutrientes ao organismo. Publicações da Sociedade Brasileira de Dermatologia reforçam que a suplementação só deve ocorrer após comprovação de deficiência por exames de sangue.

Quais sinais visuais indicam qual nutriente está em falta?
As alterações no formato e na superfície das unhas ajudam a orientar a investigação clínica. Cada padrão pode sugerir uma carência ou condição específica:
- Coiloníquia: unhas côncavas em formato de colher, fortemente associadas à deficiência de ferro e à anemia ferropriva.
- Linhas de Beau: sulcos horizontais profundos que aparecem após febres altas, estresse intenso ou episódios de deficiência nutricional aguda.
- Leuconíquia: manchas brancas que podem indicar falta de zinco ou traumas na matriz da unha.
- Onicorrexe: linhas verticais marcadas, comuns no envelhecimento e em carências crônicas.
- Descamação e lâmina fina: sugerem baixa oferta de proteína ou biotina, com prejuízo direto na síntese de queratina.
O que dizem os estudos científicos sobre biotina e unhas frágeis?
A relação entre biotina e resistência das unhas foi analisada em revisões dermatológicas em periódicos internacionais revisados por pares. Esses estudos ajudam a definir quando a suplementação faz sentido e quando os cuidados devem se voltar à alimentação.
Segundo a revisão Biotin for the treatment of nail disease, publicada no Journal of Dermatological Treatment, ensaios clínicos demonstraram melhora na firmeza, na dureza e na espessura das unhas frágeis após o uso oral de biotina, com resultados mais consistentes em pacientes que apresentavam deficiência confirmada. Os autores destacam ainda que doses altas podem interferir em exames laboratoriais, como os de tireoide, o que reforça a necessidade de acompanhamento profissional antes de iniciar qualquer suplementação.

Como diferenciar causas nutricionais de causas externas?
Nem toda fragilidade ungueal vem de deficiência de nutrientes. Contato frequente com água, produtos químicos e cosméticos também enfraquece as unhas. Veja como identificar cada situação:
- Removedores com acetona: ressecam a lâmina e favorecem a descamação, especialmente com uso semanal.
- Esmaltes com formaldeído, tolueno e DBP: podem enfraquecer a estrutura e devem ser evitados em uso contínuo.
- Unhas em gel, porcelana e fibra: exigem lixamento e produtos que fragilizam a lâmina natural com o tempo.
- Remoção agressiva da cutícula: gera pequenos traumas na matriz e resulta em unhas defeituosas.
- Detergentes e solventes domésticos: retiram a hidratação natural; o uso de luvas ajuda a proteger a região.
- Sinais internos associados: quando a fragilidade vem com queda de cabelo, cansaço, pele seca ou palidez, a investigação deve incluir hemograma, ferritina, zinco, vitamina D e TSH.
Diante de unhas que quebram o ano inteiro, mesmo com cuidados externos, o ideal é procurar um dermatologista ou clínico geral para uma avaliação completa. Uma alimentação rica em alimentos variados, com ovos, carnes magras, oleaginosas, vegetais verde-escuros e frutas cítricas, costuma cobrir a maior parte das necessidades diárias.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou dermatologista. Consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico, solicitação de exames e orientação sobre suplementação ou tratamento adequado ao seu caso.









