A ashwagandha ganhou popularidade como suplemento para estresse, sono e energia, mas não é inofensiva para todo mundo. O alerta mais importante envolve o uso prolongado e o fígado, já que existem relatos de lesão hepática associados ao consumo do extrato em algumas pessoas.
Por que o uso prolongado preocupa
A ashwagandha, também chamada de Withania somnifera, é uma planta usada na medicina ayurvédica e vendida em cápsulas, pós e extratos. Apesar da fama de “natural”, sua composição pode variar bastante entre marcas e concentrações.
O risco aumenta quando o suplemento é usado por muitos meses, em doses altas ou junto com outros produtos. Nesses casos, o fígado pode ser mais exigido para metabolizar substâncias ativas e possíveis contaminantes.
Sinais de alerta no fígado
A lesão hepática relacionada a suplementos pode começar de forma discreta e ser confundida com mal-estar comum. Alguns sinais merecem atenção, especialmente se aparecem após iniciar a ashwagandha:
- Pele ou olhos amarelados;
- Urina escura e fezes muito claras;
- Coceira no corpo sem causa aparente;
- Náuseas, vômitos ou dor abdominal;
- Cansaço intenso e perda de apetite.

O que diz um estudo científico sobre ashwagandha
Segundo a série de casos Ashwagandha-induced liver injury: A case series from India and literature review, publicada na Hepatology Communications, pacientes desenvolveram lesão hepática associada ao uso de suplementos com ashwagandha, principalmente com padrão colestático, que pode causar icterícia e coceira.
O estudo também chamou atenção para o risco em pessoas com doença hepática prévia, nas quais o quadro pode ser mais grave. Isso reforça que a ashwagandha não deve ser usada de forma contínua sem orientação, especialmente quando há histórico de problemas no fígado.
Quem deve ter mais cuidado
Alguns grupos devem evitar ou só usar ashwagandha com acompanhamento profissional. A atenção é maior quando já existe risco de interação, sobrecarga metabólica ou piora de doenças pré-existentes:
- Pessoas com hepatite, cirrose, gordura no fígado avançada ou enzimas hepáticas alteradas;
- Gestantes, lactantes e pessoas tentando engravidar;
- Quem usa sedativos, anticonvulsivantes ou remédios para tireoide;
- Pessoas com doenças autoimunes ou que usam imunossupressores;
- Quem toma vários suplementos ao mesmo tempo.

Como usar com mais segurança
O NCCIH informa que a ashwagandha pode ser segura no curto prazo, até 3 meses, mas não há informação suficiente para concluir sobre sua segurança em uso prolongado. A instituição também cita casos raros de lesão no fígado e possíveis interações com medicamentos.
Antes de usar, vale conversar com médico ou nutricionista, informar todos os remédios e suplementos em uso e interromper o produto se surgirem sinais como icterícia, urina escura ou coceira intensa. Para entender benefícios, formas de uso e cuidados, veja também o conteúdo sobre ashwagandha.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









