A vitamina D é mais lembrada pela saúde dos ossos, mas estudos recentes também investigam sua relação com equilíbrio e vertigem recorrente. O tema ganhou força porque a vertigem posicional, quando volta várias vezes, pode aumentar medo de cair, insegurança ao andar e risco de acidentes, especialmente em idosos.
Por que a vitamina D entrou nessa discussão
A vertigem posicional paroxística benigna acontece quando pequenos cristais do ouvido interno saem do lugar e provocam sensação de que tudo gira ao mudar a posição da cabeça. Ela pode surgir ao deitar, levantar, virar na cama ou olhar para cima.
Como esses cristais são formados por carbonato de cálcio, pesquisadores passaram a investigar se alterações no metabolismo ósseo, incluindo baixos níveis de vitamina D, poderiam influenciar a recorrência das crises.
Sinais de vertigem recorrente
A vertigem recorrente merece atenção quando os episódios voltam mesmo após melhora inicial ou quando passam a interferir na rotina. Observar o padrão dos sintomas ajuda a diferenciar tontura comum de vertigem posicional.
- Sensação de giro ao virar na cama ou levantar;
- Crises curtas, geralmente desencadeadas por movimento da cabeça;
- Náuseas, desequilíbrio ou insegurança para caminhar;
- Medo de cair ou evitar movimentos por receio da tontura;
- Repetição dos episódios ao longo de semanas ou meses.

O que diz o estudo científico de 2025
Segundo a revisão sistemática e meta-análise Association between vitamin D, vitamin D supplementation and benign paroxysmal positional vertigo: a systematic review and meta-analysis, publicada em 2025 na Frontiers in Neurology, a suplementação de vitamina D foi associada à redução da recorrência da vertigem posicional paroxística benigna.
O estudo também indicou associação entre níveis baixos de vitamina D e maior risco de vertigem posicional. Ainda assim, os autores reforçam que a suplementação deve ser direcionada a quem tem deficiência ou insuficiência confirmada, e não usada como solução automática para toda tontura.
Quando investigar vitamina D
A dosagem pode ser útil quando a vertigem posicional é recorrente, especialmente em pessoas com fatores de risco para deficiência. A investigação deve considerar sintomas, histórico de quedas, saúde óssea e exposição solar.
- Idosos ou pessoas com maior risco de quedas;
- Quem tem osteopenia, osteoporose ou fraturas prévias;
- Pessoas com pouca exposição ao sol;
- Uso prolongado de alguns medicamentos, como anticonvulsivantes;
- Doenças intestinais, cirurgia bariátrica ou má absorção de gordura;
- Vertigem posicional que reaparece com frequência.

Como cuidar sem exagerar
A vertigem posicional costuma ser tratada com manobras de reposicionamento dos cristais, feitas por profissional treinado. A vitamina D pode entrar como parte da avaliação quando há deficiência, mas não substitui o diagnóstico correto nem o tratamento vestibular.
Também é importante evitar suplementação em altas doses sem orientação, porque excesso de vitamina D pode aumentar cálcio no sangue e causar problemas renais. Veja também fontes, exames e cuidados com a vitamina D.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









