O eritritol ficou conhecido como um adoçante “zero” por ter poucas calorias e baixo impacto na glicose, mas estudos recentes levantaram uma nova pergunta: ele pode influenciar plaquetas, coagulação e risco cardiovascular em algumas pessoas? A resposta ainda não é definitiva, mas já indica que o consumo frequente e em grandes quantidades merece mais atenção.
Por que o tema preocupa
O eritritol é um álcool de açúcar usado em produtos diet, low carb, “sem açúcar” e suplementos. Em geral, ele é bem absorvido no intestino e eliminado pela urina, o que explica sua fama de boa tolerância digestiva.
A preocupação surgiu porque níveis mais altos de eritritol no sangue foram associados a eventos cardiovasculares em pesquisas recentes. O NIH Research Matters destacou que a ingestão do adoçante pode aumentar marcadores ligados à formação de coágulos, o que exige estudos adicionais de segurança.
O que as plaquetas têm a ver
As plaquetas são células do sangue que ajudam a interromper sangramentos. O problema acontece quando elas ficam mais reativas e favorecem a formação de coágulos dentro dos vasos.
- Coágulos nas artérias do coração podem estar relacionados ao infarto.
- Coágulos nos vasos do cérebro podem aumentar o risco de AVC.
- Maior ativação das plaquetas pode ser mais preocupante em pessoas com risco cardiovascular prévio.
- Diabetes, obesidade, colesterol alto, hipertensão e tabagismo podem somar risco.

O que o estudo científico mostrou
Segundo o estudo The artificial sweetener erythritol and cardiovascular event risk, publicado na Nature Medicine, pesquisadores analisaram amostras de sangue, acompanharam participantes com risco cardiovascular e realizaram testes mecanísticos sobre coagulação.
O estudo observou que maiores níveis circulantes de eritritol se associaram a maior risco de eventos cardiovasculares importantes. Em experimentos, o eritritol também aumentou a reatividade das plaquetas e o potencial de trombose. Ainda assim, a associação não prova sozinha que o adoçante seja a causa direta desses eventos.
Quem deve ter mais cautela
O ponto principal não é tratar o eritritol como veneno, mas evitar o uso automático de grandes quantidades só porque o rótulo diz “zero açúcar”. Esse cuidado vale especialmente para pessoas que já têm fatores de risco.
- Pessoas com histórico de infarto, AVC ou trombose.
- Quem tem diabetes, resistência à insulina ou síndrome metabólica.
- Pessoas com hipertensão, colesterol alto ou obesidade abdominal.
- Quem consome diariamente muitos produtos “zero”, low carb ou adoçados artificialmente.
- Pacientes que usam anticoagulantes ou antiagregantes, sempre com orientação médica.

Como usar com mais segurança
A melhor estratégia é moderar o consumo e olhar a alimentação como um todo. Produtos adoçados com eritritol podem ter utilidade para algumas pessoas, mas não devem substituir uma dieta baseada em alimentos naturais, fibras, frutas, verduras, leguminosas e boas fontes de proteína.
Também vale ler rótulos e alternar o paladar para sabores menos doces. Para entender melhor esse tipo de adoçante, veja mais sobre eritritol e converse com um profissional se houver risco cardiovascular, diabetes ou uso contínuo de medicamentos.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









