O magnésio pode ajudar a reduzir discretamente a pressão arterial em algumas pessoas, principalmente quando há ingestão baixa do mineral, hipertensão, resistência à insulina ou risco metabólico aumentado. Porém, tomar suplemento por conta própria não é indicado, especialmente para quem tem doença renal ou usa medicamentos contínuos.
Como o magnésio age na pressão
O magnésio participa do relaxamento dos vasos sanguíneos, do equilíbrio de eletrólitos e da função muscular. Quando está baixo, pode haver maior tendência à contração dos vasos, pior controle da glicose e alterações que favorecem a pressão alta.
Segundo a Harvard Health, a suplementação pode ter efeito modesto na pressão, mas não substitui medidas com maior impacto, como reduzir sódio, manter peso saudável, praticar atividade física e seguir o tratamento prescrito.
Quem pode se beneficiar
O benefício tende a ser maior quando existe deficiência ou baixa ingestão de magnésio. Ainda assim, a decisão deve considerar exames, alimentação, doenças associadas e remédios em uso.
- Pessoas com hipertensão e dieta pobre em folhas verdes, leguminosas, castanhas e grãos integrais;
- Quem tem pré-diabetes, resistência à insulina ou síndrome metabólica;
- Pessoas com uso de alguns diuréticos, quando há perda maior de minerais;
- Indivíduos com níveis baixos de magnésio confirmados em avaliação médica;
- Quem não consegue atingir a ingestão adequada apenas pela alimentação.

O que diz um estudo científico
Segundo a metanálise Effects of Magnesium Supplementation on Blood Pressure, publicada na revista Hypertension, a suplementação oral de magnésio foi associada a pequenas reduções da pressão sistólica e diastólica em ensaios clínicos randomizados.
O estudo avaliou 34 ensaios, com 2.028 participantes, e observou efeito mais consistente em doses ao redor de 368 mg por dia por cerca de 3 meses. Isso reforça que o magnésio pode ajudar em alguns casos, mas deve ser visto como complemento, não como tratamento principal da pressão alta.
Quem não deve tomar por conta própria
O excesso de magnésio pode causar diarreia, náuseas, queda da pressão, sonolência e, em casos graves, alterações nos batimentos cardíacos. O risco é maior quando os rins não conseguem eliminar bem o mineral.
- Pessoas com doença renal crônica ou função renal reduzida;
- Quem usa remédios para pressão sem acompanhamento regular;
- Pessoas com arritmias, insuficiência cardíaca ou histórico de desmaios;
- Quem toma antibióticos, levotiroxina, bisfosfonatos ou suplementos de cálcio, ferro e zinco;
- Gestantes, idosos frágeis ou pessoas com muitas doenças associadas.

Como usar com mais segurança
Antes de pensar em cápsulas, vale reforçar fontes alimentares, como espinafre, feijão, lentilha, aveia, sementes, castanhas e chocolate com alto teor de cacau. Para entender melhor os cuidados gerais, veja também o conteúdo sobre magnésio.
Quando o suplemento é indicado, a dose e o tipo devem ser definidos por um profissional, considerando exames, função renal e medicamentos em uso. O objetivo é apoiar o controle da pressão sem aumentar riscos ou atrasar o tratamento adequado.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista, especialmente para pessoas com pressão alta, doença renal ou uso contínuo de medicamentos.









