O rastreamento do câncer colorretal deve começar aos 45 anos para adultos com risco habitual, mas algumas pessoas precisam iniciar antes. Histórico familiar, doença inflamatória intestinal e síndromes genéticas podem antecipar a investigação, mesmo sem sintomas.
O que o CDC recomenda
De acordo com o CDC, adultos entre 45 e 75 anos devem fazer rastreamento regular para câncer colorretal. A escolha do exame depende do risco individual, preferência da pessoa, disponibilidade e orientação médica.
O rastreamento é importante porque pode identificar pólipos antes de virarem câncer ou detectar tumores em fases iniciais, quando as chances de tratamento eficaz costumam ser maiores.
O que diz o estudo científico
Segundo o estudo Screening for Colorectal Cancer: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement, publicado no JAMA, a recomendação para pessoas com risco habitual inclui rastreamento dos 45 aos 75 anos, com diferentes opções de exames baseados em fezes, imagem ou colonoscopia.
O documento é uma recomendação baseada em revisão de evidências e reforça que o rastreamento deve ser individualizado entre 76 e 85 anos, considerando saúde geral, exames anteriores e expectativa de benefício.

Quem pode precisar começar antes
Algumas pessoas têm risco maior e devem conversar com o médico sobre iniciar o rastreamento antes dos 45 anos. Nesses casos, a idade e o intervalo dos exames podem mudar.
- Quem tem parente de primeiro grau com câncer colorretal ou pólipos avançados.
- Pessoas com doença de Crohn ou retocolite ulcerativa de longa duração.
- Quem tem síndrome de Lynch ou polipose adenomatosa familiar.
- Pessoas que já tiveram pólipos ou câncer colorretal.
- Quem recebeu radioterapia prévia na região abdominal ou pélvica.
Quais exames existem
Existem exames que procuram sangue oculto ou alterações no DNA nas fezes e exames que visualizam o intestino por dentro. A melhor escolha depende do risco e da possibilidade de repetir o teste no intervalo correto.
- Pesquisa de sangue oculto nas fezes, geralmente feita anualmente.
- Teste imunoquímico fecal, conhecido como FIT.
- Teste de DNA nas fezes, em intervalos definidos pelo médico.
- Colonoscopia, que permite ver o intestino e retirar pólipos.
- Sigmoidoscopia flexível ou colonografia por tomografia em alguns casos.

Quando não esperar o rastreamento
Rastreamento é para pessoas sem sintomas. Se houver sangue nas fezes, anemia sem explicação, alteração intestinal persistente, dor abdominal recorrente ou perda de peso sem causa clara, a avaliação deve ser feita antes, independentemente da idade.
Para entender sinais, diagnóstico e tratamento, veja também o conteúdo sobre câncer de intestino. Conversar com o médico ajuda a definir quando começar, qual exame escolher e com que frequência repetir.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, gastroenterologista, coloproctologista ou outro profissional de saúde.









