A mpox em 2026 preocupa não apenas pelo número de casos, mas pela circulação simultânea de diferentes clados do vírus em várias regiões do mundo. Isso muda a vigilância, porque identificar qual variante está circulando ajuda a entender rotas de transmissão, risco de surtos e necessidade de medidas rápidas de controle.
O que a OMS mostrou em 2026
Segundo o relatório externo de situação da OMS, publicado em 30 de abril de 2026, todos os clados do vírus monkeypox continuam circulando, com transmissão principalmente em redes sexuais, seguida por transmissão domiciliar em alguns contextos.
O documento também informa que, entre janeiro de 2025 e março de 2026, foram registrados 58.214 casos confirmados e 238 mortes no mundo. Em março de 2026, 48 países notificaram 1.235 casos confirmados, mostrando que a mpox ainda exige vigilância global.
O que muda com diferentes clados
Clados são grandes grupos genéticos do vírus. Na prática, acompanhar clado Ia, clado Ib, clado IIb e possíveis recombinantes ajuda autoridades de saúde a detectar surtos, comparar gravidade e ajustar estratégias de testagem, rastreamento e vacinação.
Em 2026, a atenção aumentou porque a OMS relatou transmissão comunitária do clado Ib fora da África Central e Oriental em países como Argentina, Alemanha, Portugal, Espanha, Reino Unido, Dinamarca, Paquistão e Singapura.

O estudo científico sobre evolução viral
Uma revisão científica chamada The emergence of Clade IIb and Ib mpox viruses, publicada em 2025, analisou a evolução e disseminação dos clados IIb e Ib, destacando como mudanças no padrão de transmissão podem alterar a epidemiologia da doença.
Esse tipo de revisão ajuda a explicar por que a vigilância genômica é tão importante. Quando diferentes clados circulam ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de sequenciar amostras para identificar introduções, cadeias de transmissão e possíveis eventos raros de recombinação.
Sintomas que continuam importantes
Apesar das diferenças genéticas entre clados, a suspeita clínica ainda começa pelos sintomas. A pessoa deve buscar orientação se tiver lesões na pele ou mucosas, principalmente após contato íntimo, viagem ou exposição a caso confirmado.
- Feridas, bolhas ou crostas na pele, genitais, boca ou região anal.
- Febre, calafrios, dor no corpo e cansaço intenso.
- Ínguas doloridas no pescoço, axilas ou virilha.
- Dor ao evacuar, dor genital ou lesões em áreas íntimas.

Como reduzir o risco agora
Com a circulação de múltiplos clados, a prevenção depende de medidas simples, diagnóstico precoce e comunicação clara com contatos próximos. Evitar estigma também é essencial, porque qualquer pessoa exposta pode adoecer.
- Evite contato pele a pele com pessoas com lesões suspeitas.
- Procure atendimento e teste se surgirem sintomas compatíveis.
- Informe contatos próximos se houver diagnóstico confirmado.
- Confira indicação de vacina conforme risco e disponibilidade local.
- Mantenha lesões cobertas e evite compartilhar toalhas e roupas.
Para entender melhor transmissão, sintomas e tratamento, veja também o conteúdo sobre mpox. O cenário de 2026 reforça que a resposta precisa combinar vigilância genômica, testagem, cuidado seguro e acesso a vacinas para grupos indicados.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, infectologista ou outro profissional de saúde.









