O pré-diabetes acontece quando a glicose no sangue está acima do normal, mas ainda não chegou ao nível de diabetes. O número que acende o alerta costuma aparecer em exames simples, mas muitas pessoas não sentem nada e só descobrem quando a alteração já vem se repetindo há anos.
Qual é o número do pré-diabetes
O pré-diabetes pode ser identificado quando a glicemia de jejum fica entre 100 e 125 mg/dL ou quando a hemoglobina glicada fica entre 5,7% e 6,4%. Esses valores indicam que o corpo já pode estar com dificuldade para usar bem a insulina.
Segundo o CDC, 115,2 milhões de adultos americanos têm pré-diabetes, mais de 2 em cada 5 adultos. O dado mais preocupante é que 8 em cada 10 pessoas com pré-diabetes não sabem que têm a condição.
Por que ele passa despercebido
O pré-diabetes costuma ser silencioso. A pessoa pode trabalhar, se alimentar e fazer suas atividades normalmente, sem sede excessiva, perda de peso, visão embaçada ou outros sinais associados ao diabetes.
Além disso, muita gente não faz exames de rotina ou interpreta pequenas alterações como algo sem importância. O problema é que a glicose discretamente alta já pode aumentar o risco de diabetes tipo 2, doença cardiovascular e gordura no fígado.

O que diz um estudo científico
Um estudo chamado Prediabetes prevalence and awareness by race, ethnicity, and educational attainment among U.S. adults, publicado no Preventive Medicine Reports, avaliou a prevalência do pré-diabetes e o quanto as pessoas sabiam sobre o próprio diagnóstico.
O estudo observou que a consciência sobre o pré-diabetes ainda é baixa em diferentes grupos da população. Isso reforça que o problema não é apenas ter glicose alterada, mas também não saber disso a tempo de agir.
Quem deve ficar mais atento
Alguns fatores aumentam a chance de pré-diabetes e justificam conversar com o médico sobre exames periódicos. O risco pode existir mesmo em pessoas que não apresentam sintomas.
- Ter sobrepeso ou acúmulo de gordura abdominal;
- Ter histórico familiar de diabetes tipo 2;
- Ter pressão alta, colesterol alto ou gordura no fígado;
- Ter tido diabetes gestacional;
- Ser sedentário ou passar muitas horas sentado.

Como agir antes que vire diabetes
Receber o diagnóstico de pré-diabetes não significa que a evolução para diabetes seja inevitável. Mudanças consistentes no estilo de vida podem melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir a glicose ao longo do tempo.
- Priorizar refeições com vegetais, proteínas magras, leguminosas e fibras;
- Reduzir bebidas açucaradas, doces frequentes e ultraprocessados;
- Fazer atividade física regular, incluindo caminhada e exercícios de força;
- Dormir melhor e controlar o estresse;
- Acompanhar exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada.
Quem já recebeu diagnóstico de pré-diabetes deve manter acompanhamento, mesmo quando se sente bem. O maior benefício está em agir cedo, antes que os sintomas apareçam e antes que a glicose suba para a faixa de diabetes.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, especialmente para pessoas com glicose alterada, histórico familiar de diabetes, uso de medicamentos ou outras doenças associadas.









