O eritritol é um adoçante usado em produtos “zero açúcar” e dietas com baixo carboidrato, mas estudos recentes levantaram dúvidas sobre seu uso frequente em grandes quantidades. A preocupação é que níveis elevados no sangue possam deixar as plaquetas mais reativas, favorecendo a formação de coágulos e aumentando o risco cardiovascular em pessoas vulneráveis.
O que é eritritol
O eritritol é um álcool de açúcar, um tipo de adoçante com poucas calorias encontrado em pequenas quantidades em alguns alimentos e também produzido pelo próprio corpo. Na indústria, ele é adicionado a bebidas, doces, barras, sobremesas e produtos rotulados como sem açúcar.
Segundo o NIH, quando usado como adoçante, o eritritol pode elevar seus níveis no sangue muito acima do que ocorre naturalmente pela alimentação. Por isso, o alerta principal está no consumo repetido de produtos adoçados, não em pequenas quantidades presentes em frutas e vegetais.
Como pode afetar a coagulação
A coagulação é essencial para evitar sangramentos, mas o excesso de ativação das plaquetas pode facilitar a formação de coágulos dentro dos vasos. Esses coágulos podem reduzir ou bloquear o fluxo de sangue para o coração e o cérebro.
Os possíveis efeitos observados em pesquisas incluem:
- Maior reatividade das plaquetas, células ligadas à coagulação;
- Formação mais rápida de coágulos em modelos experimentais;
- Possível aumento do risco de infarto e AVC em pessoas predispostas;
- Permanência de níveis elevados no sangue por alguns dias após ingestão alta;
- Maior preocupação em quem já tem risco cardiovascular elevado.

O que diz um estudo científico
Segundo o estudo The artificial sweetener erythritol and cardiovascular event risk, publicado na revista Nature Medicine, níveis mais altos de eritritol no sangue foram associados a maior risco de eventos cardiovasculares, como infarto, AVC e morte, em grupos acompanhados por até 3 anos.
O estudo também mostrou, em testes com plaquetas humanas e modelos animais, que o eritritol poderia aumentar a sensibilidade à coagulação. Isso não prova que o adoçante cause infarto sozinho, mas indica a necessidade de cautela, principalmente no uso diário e em grandes quantidades.
Quem deve ter mais cuidado
Pessoas com maior risco cardiovascular devem observar melhor o consumo de produtos adoçados com eritritol. Isso inclui quem já tem doença no coração, histórico de infarto, AVC, diabetes, pressão alta, colesterol elevado ou obesidade.
Também vale atenção quando o adoçante aparece em vários itens do mesmo dia, como:
- Bebidas “zero” ou “sem açúcar”;
- Doces, chocolates e sobremesas low carb;
- Barras de proteína e snacks diet;
- Produtos para emagrecimento com vários adoçantes;
- Receitas caseiras que usam grandes quantidades de eritritol.

Como usar com mais segurança
O mais prudente é evitar excessos e não transformar alimentos adoçados em base da dieta. Para reduzir riscos, prefira comida de verdade, frutas inteiras, água, café ou chás sem adoçar e leia rótulos com atenção, especialmente se houver doença cardiovascular.
Para entender melhor opções e cuidados, veja também o conteúdo sobre adoçantes. Em geral, o foco deve ser reduzir a dependência do sabor muito doce, em vez de apenas trocar açúcar por grandes doses de substitutos.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista. Pessoas com risco cardiovascular, diabetes ou uso de anticoagulantes devem buscar orientação profissional antes de consumir adoçantes em excesso.



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