Manchas brancas nas unhas e queda de cabelo persistente podem estar relacionadas à deficiência de zinco, especialmente quando aparecem junto com infecções frequentes, cicatrização lenta ou alterações no paladar. Esse mineral participa da renovação celular e da defesa do organismo, por isso sua falta pode afetar pele, cabelo, unhas e sistema imune.
Por que o zinco afeta cabelo e unhas
O zinco é necessário para a produção de proteínas, divisão celular e reparação dos tecidos. Como cabelo e unhas se renovam rapidamente, eles podem refletir desequilíbrios nutricionais antes de outros sinais mais evidentes.
Segundo o NIH Office of Dietary Supplements, a deficiência de zinco pode causar queda de cabelo e infecções frequentes, além de prejudicar cicatrização, paladar e olfato. As manchas brancas, porém, também podem surgir por pequenos traumas nas unhas e nem sempre indicam falta do mineral.
Sinais que merecem atenção
Quando a deficiência de zinco começa a afetar o organismo, os sinais podem ser discretos e confundidos com estresse, má alimentação ou queda sazonal de cabelo. A suspeita aumenta quando vários sintomas aparecem ao mesmo tempo.
- Queda de cabelo persistente ou afinamento dos fios;
- Unhas frágeis, quebradiças ou com manchas brancas recorrentes;
- Infecções frequentes, como resfriados repetidos;
- Feridas que demoram para cicatrizar;
- Perda de apetite ou alteração no paladar e no olfato;
- Pele ressecada, irritada ou com lesões de difícil melhora.

Estudo científico relaciona zinco e imunidade
Um estudo clássico ajuda a explicar por que a deficiência desse mineral pode afetar as defesas do corpo. Segundo o estudo Human Zinc Deficiency, publicado no The Journal of Nutrition, o zinco tem papel central na nutrição humana e sua falta pode comprometer crescimento, reparação tecidual e função imunológica.
Esse efeito ocorre porque o zinco participa da atividade de células de defesa e de processos envolvidos na resposta contra vírus, bactérias e fungos. Por isso, quando há deficiência, o corpo pode ficar mais vulnerável a infecções e demorar mais para se recuperar.
Quem tem maior risco de deficiência
A deficiência de zinco pode acontecer por baixa ingestão, má absorção intestinal ou aumento das necessidades do corpo. Pessoas com dietas muito restritivas, consumo baixo de alimentos de origem animal ou doenças intestinais precisam de atenção especial.
- Vegetarianos e veganos sem bom planejamento alimentar;
- Pessoas com doença celíaca, doença inflamatória intestinal ou diarreia crônica;
- Gestantes, lactantes e idosos;
- Pessoas que passaram por cirurgia bariátrica;
- Quem usa suplementos de ferro ou cobre sem orientação, pois pode haver competição na absorção;
- Indivíduos com consumo alimentar muito limitado por longos períodos.

Como corrigir sem exageros
A melhor forma de aumentar o zinco é pela alimentação, com carnes, frutos do mar, ovos, leite, feijões, lentilha, grão-de-bico, castanhas e sementes. Para entender melhor as funções e fontes do mineral, veja também este conteúdo sobre zinco.
A suplementação só deve ser feita quando houver indicação profissional, pois o excesso de zinco pode causar náuseas, dor abdominal e reduzir a absorção de cobre, prejudicando também a saúde. Em caso de queda de cabelo persistente, unhas alteradas ou infecções repetidas, exames e avaliação médica ajudam a confirmar a causa.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico. Em caso de sintomas persistentes, alterações nas unhas ou queda de cabelo intensa, procure orientação profissional.









