Perder alguns fios diariamente é normal, mas quando a queda se torna intensa e persistente fora dos períodos sazonais, pode ser um alerta importante do organismo. Esse sintoma costuma estar relacionado a desequilíbrios nutricionais, alterações hormonais e episódios de estresse físico ou emocional. Identificar a causa correta é o primeiro passo para tratar o problema de forma eficaz e evitar a perda capilar prolongada.
O que é o eflúvio telógeno?
O eflúvio telógeno é um tipo de queda capilar difusa, em que muitos fios entram precocemente na fase de repouso e caem ao mesmo tempo, geralmente dois a três meses após um evento estressor. Cirurgias, infecções, dietas restritivas e crises emocionais estão entre os principais gatilhos.
Diferente da queda sazonal, o eflúvio telógeno costuma ser mais intenso e prolongado, podendo levar à diminuição visível do volume capilar e à fragilização dos fios em todo o couro cabeludo.
Quais deficiências nutricionais causam queda?
A saúde dos fios depende diretamente do aporte adequado de nutrientes essenciais para o ciclo de crescimento capilar. Quando há carência desses elementos, o cabelo enfraquece e cai com mais facilidade.

Quais doenças podem causar queda capilar?
Algumas condições clínicas afetam diretamente o ciclo de crescimento dos fios e merecem investigação médica especializada quando a queda se torna persistente. O diagnóstico precoce evita a piora do quadro.
Entre as causas mais frequentes estão hipotireoidismo, anemia ferropriva, ovário policístico e doenças autoimunes. O acompanhamento dermatológico ajuda a identificar essas condições e orientar tratamentos adequados, incluindo o manejo da queda de cabelo conforme a causa identificada.
O que diz a ciência sobre nutrientes e cabelo?
A relação entre carências nutricionais e queda capilar é amplamente investigada na dermatologia. Segundo o estudo Vitamin and Mineral Deficiencies in Patients With Telogen Effluvium, publicado no Journal of Drugs in Dermatology, pacientes com eflúvio telógeno apresentaram alta prevalência de deficiências de ferritina, vitamina D e zinco.
Os pesquisadores observaram que cerca de 45% dos pacientes tinham níveis baixos de ferritina, reforçando a importância de incluir exames laboratoriais específicos na avaliação inicial de quem apresenta queda capilar persistente.

Quando procurar um dermatologista?
A avaliação profissional é indispensável quando a queda se torna intensa, prolongada ou acompanhada de outros sintomas. Reconhecer os sinais de alerta ajuda a buscar tratamento no momento certo.
- Queda diária superior a cem fios por mais de três meses;
- Aparecimento de falhas visíveis ou redução do volume capilar;
- Coceira, descamação ou vermelhidão no couro cabeludo;
- Cansaço excessivo, unhas frágeis e pele ressecada associados;
- Histórico familiar de calvície ou doenças autoimunes.
Tratar a queda sem identificar a causa pode atrasar a recuperação e mascarar problemas mais sérios, como a anemia ferropriva. Por isso, exames de sangue, avaliação hormonal e análise dermatológica são essenciais para um diagnóstico preciso e um tratamento individualizado.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado. Consulte sempre seu médico de confiança.









