Unhas que quebram, descamam ou crescem lentamente costumam refletir alterações internas, como deficiência de ferro, biotina ou zinco, e também disfunções hormonais, especialmente no hipotireoidismo. Quando a fragilidade persiste mesmo com cuidados externos, o problema quase sempre vem de dentro do organismo. Entender o que cada padrão de alteração nas unhas significa ajuda a identificar o desequilíbrio certo e buscar o tratamento adequado antes que outros sintomas apareçam.
Por que as unhas ficam fracas e quebram com facilidade?
As unhas são formadas principalmente por queratina, uma proteína que depende de nutrientes específicos e de um metabolismo equilibrado para ser produzida em boa qualidade. Quando há falhas nesse processo, a lâmina ungueal perde resistência e descama em camadas.
Fatores externos como contato frequente com água, uso de acetona e produtos de limpeza também enfraquecem a superfície. Ainda assim, quando a fragilidade é constante, a origem do problema costuma ser nutricional ou hormonal.
Unhas quebradiças podem indicar problema na tireoide?
Sim, alterações da tireoide estão entre as causas hormonais mais comuns desse quadro. No hipotireoidismo, a produção insuficiente de hormônios desacelera o metabolismo e compromete a renovação das células que formam a unha.
O resultado são unhas ressecadas, com crescimento lento, linhas verticais marcadas e quebras frequentes. Em muitos casos, esses sinais vêm acompanhados de outros sintomas da disfunção da tireoide, como queda de cabelo, cansaço e intolerância ao frio.
Quais deficiências nutricionais afetam a saúde das unhas?
A carência de micronutrientes é uma das principais causas da fragilidade ungueal e compromete a produção de queratina. Entre os nutrientes mais envolvidos na saúde das unhas, destacam-se:

A avaliação ideal costuma incluir hemograma, ferritina, zinco, vitamina D e dosagem de TSH, para investigar juntas as causas nutricionais e hormonais.
O que cada alteração na unha pode sinalizar?
Observar o padrão das alterações ajuda a direcionar a investigação médica, já que cada formato de unha frágil pode indicar um problema diferente. Entre os sinais mais frequentes, vale atenção para:
- Unhas côncavas em formato de colher, que sugerem deficiência de ferro
- Manchas brancas recorrentes, associadas à falta de zinco ou traumas
- Linhas verticais marcadas, comuns no envelhecimento e em carências nutricionais
- Linhas horizontais profundas, chamadas de linhas de Beau, que surgem após febres ou estresse intenso
- Unhas amareladas e espessas, que podem indicar infecção fúngica ou doenças sistêmicas
Quando essas alterações se combinam com cansaço, queda de cabelo ou fraqueza, a investigação clínica torna-se ainda mais importante.

O que diz um estudo científico sobre nutrição e saúde das unhas?
A relação entre alimentação e qualidade das unhas é amplamente reconhecida pela literatura médica, e pesquisas ajudaram a mapear quais nutrientes têm impacto direto sobre essa estrutura. Uma revisão científica revisada por pares, indexada no PubMed, analisou como diferentes deficiências afetam o crescimento e a resistência das unhas.
Segundo o estudo Nutrition and nail disease publicado na revista Clinics in Dermatology, praticamente toda deficiência nutricional pode afetar o crescimento ungueal de alguma forma. A revisão detalha a composição química da unha saudável, incluindo queratina, enxofre e minerais como ferro, zinco, cálcio e cobre, e destaca o papel promissor da biotina no tratamento de distúrbios ungueais persistentes.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um profissional de saúde qualificado. Em caso de unhas quebradiças persistentes ou sintomas associados, consulte sempre um médico.









