O chá de romã pode ajudar a reduzir processos inflamatórios no fígado e no intestino por ser rico em polifenóis, como punicalaginas e ácido elágico. Segundo estudos experimentais e revisões científicas, esses compostos têm ação antioxidante e anti-inflamatória. Ainda assim, é importante entender que a bebida pode atuar como apoio, e não como substituta do tratamento indicado pelo médico.
Por que o chá de romã desperta interesse científico
A romã, especialmente a casca usada em muitos preparos do chá, concentra compostos bioativos que podem ajudar a diminuir o estresse oxidativo e modular a inflamação. Isso chama a atenção da gastroenterologia porque fígado e intestino costumam ser afetados por desequilíbrios inflamatórios persistentes.
Na prática, isso significa que o chá pode entrar como parte de uma rotina mais saudável, junto com alimentação equilibrada, controle do álcool, sono adequado e acompanhamento médico. Para conhecer melhor a bebida, vale ver também o conteúdo do Tua Saúde sobre chá de romã.
O que ele pode fazer pelo intestino
No intestino, os compostos da romã parecem agir sobre a irritação da mucosa e sobre substâncias ligadas à inflamação. Também há interesse científico no efeito sobre a microbiota intestinal, o que pode influenciar sintomas digestivos e o equilíbrio da barreira intestinal.
- Pode ajudar a reduzir marcadores inflamatórios em estudos experimentais.
- Pode favorecer um ambiente intestinal mais equilibrado.
- Pode oferecer proteção antioxidante contra danos nas células da mucosa.
- Não substitui remédios usados em colite, doença de Crohn ou outras doenças intestinais.

Como pode ajudar o fígado
No fígado, a ciência tem observado que a romã pode colaborar na proteção das células hepáticas, principalmente em contextos ligados a gordura no fígado e inflamação metabólica. O possível benefício está relacionado à redução do dano oxidativo e da resposta inflamatória.
- Pode auxiliar na proteção das células do fígado.
- Pode contribuir para reduzir inflamação associada ao acúmulo de gordura.
- Pode ser útil como complemento de hábitos saudáveis.
- Não trata sozinho hepatite, cirrose ou esteatose hepática com inflamação.
O estudo que ajuda a entender esse efeito
Um bom exemplo é a revisão A Review on the Anti-Inflammatory Activity of Pomegranate in the Gastrointestinal Tract, publicada na revista Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine. Segundo essa revisão, diferentes preparações da romã mostraram atividade anti-inflamatória relevante no trato gastrointestinal, o que ajuda a explicar por que a fruta e seus compostos seguem sendo tão estudados. Veja o estudo em acesso aberto.
Já para o fígado, um estudo experimental chamado Hepatoprotective and anti-inflammatory effects of a standardized pomegranate fruit extract in high fat diet-induced obese C57BL/6 mice, publicado no International Journal of Food Sciences and Nutrition, observou efeito protetor e anti-inflamatório em modelo animal. Esses dados são animadores, mas ainda precisam ser confirmados em mais pesquisas com pessoas.

Quando ter cautela com o consumo
Mesmo sendo natural, o chá de romã não deve ser visto como tratamento principal para inflamação intestinal ou hepática. Pessoas com sintomas persistentes, dor abdominal, diarreia frequente, sangue nas fezes, enjoo constante ou alterações em exames do fígado precisam de avaliação profissional.
Este conteúdo é apenas informativo. O chá de romã pode ser um complemento, mas não substitui a avaliação, o diagnóstico e o tratamento médico. Em caso de inflamação no fígado ou intestino, busque orientação de um médico ou nutricionista.









