O infarto nem sempre se manifesta com a clássica dor no peito intensa que vemos nos filmes. Em muitos casos, o ataque cardíaco evolui de forma sutil, com sinais facilmente confundidos com cansaço, má digestão ou estresse. Esse tipo de evento, chamado de infarto silencioso, é responsável por quase metade dos casos e pode causar danos permanentes ao músculo cardíaco. Reconhecer os alertas é essencial para procurar ajuda a tempo e reduzir o risco de complicações graves.
Por que existe o chamado infarto silencioso?
O infarto silencioso ocorre pelos mesmos mecanismos do ataque cardíaco tradicional, com obstrução do fluxo sanguíneo nas artérias coronárias. A diferença está na intensidade dos sintomas, que podem ser tão leves a ponto de passarem despercebidos.
Pessoas com diabetes, idosos e mulheres têm maior probabilidade de apresentar essa forma atípica, em parte por alterações na percepção da dor e por sintomas que se confundem com outras condições. A cardiologia de urgência alerta que o desconhecimento desses sinais é um dos principais fatores de morte por causas cardíacas.
Quais são os 5 sintomas que exigem avaliação imediata?
Médicos cardiologistas identificam algumas manifestações que merecem atenção urgente, mesmo quando aparecem de forma branda ou intermitente. Conheça os principais sinais de alerta:

Diante de qualquer um desses sinais, a recomendação é procurar atendimento médico de emergência sem demora. Conhecer os sintomas de infarto pode salvar vidas em situações críticas.
Por que cada minuto é decisivo durante um infarto?
Durante o ataque cardíaco, parte do músculo deixa de receber oxigênio e começa a sofrer lesões irreversíveis. Quanto mais tempo passa até o atendimento, maior a área do coração comprometida e pior o prognóstico de recuperação.
Por isso, médicos costumam dizer que tempo é músculo. Ligar imediatamente para o serviço de emergência é a atitude mais importante, mais segura do que tentar dirigir até o hospital por conta própria.
O que diz a ciência sobre a prevalência do infarto silencioso?
A frequência do infarto sem sintomas claros foi confirmada por uma pesquisa de grande porte conduzida nos Estados Unidos. Cientistas acompanharam quase dois mil adultos saudáveis entre 45 e 84 anos durante 10 anos, utilizando ressonância magnética cardíaca para detectar cicatrizes no músculo do coração. Segundo o estudo Prevalence and Correlates of Myocardial Scar in a US Cohort, publicado no Journal of the American Medical Association, cerca de 8% dos participantes apresentavam cicatrizes cardíacas compatíveis com infarto prévio, e aproximadamente 78% delas não haviam sido reconhecidas clinicamente nem identificadas por eletrocardiograma.
Os autores destacam que essas pessoas tinham risco de mortalidade comparável ao de pacientes com infarto reconhecido. Adotar uma dieta para prevenir infarto e controlar fatores de risco são medidas fundamentais para reduzir essa probabilidade.

Quem precisa de acompanhamento cardiológico mais frequente?
Pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade, tabagismo ou histórico familiar de doença coronariana fazem parte do grupo de maior risco e devem realizar avaliações cardiológicas regulares. Após os 45 anos para homens e 55 para mulheres, os exames preventivos ganham ainda mais importância.
Praticar atividade física regular, manter alimentação equilibrada, controlar o estresse e evitar o cigarro são pilares da prevenção cardiovascular. O acompanhamento médico permite identificar alterações antes que se tornem emergências.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação de um médico ou cardiologista. Em caso de qualquer sintoma sugestivo de infarto, procure atendimento de emergência imediatamente, ligando para o SAMU pelo número 192.









