Unhas que quebram com facilidade e demoram para crescer costumam refletir carências nutricionais que afetam diretamente a produção de queratina, a proteína responsável pela estrutura da lâmina ungueal. A fragilidade ungueal atinge cerca de 20% da população e, na maioria dos casos, está ligada à falta de nutrientes como ferro, proteína, vitamina C e silício no organismo. Entender quais substâncias estão em déficit é o primeiro passo para recuperar a resistência e o crescimento saudável das unhas.
Por que a falta de ferro enfraquece as unhas?
O ferro é essencial para o transporte de oxigênio até a matriz ungueal, região onde as células se multiplicam para formar a unha. Quando os níveis desse mineral estão baixos, a oxigenação das células diminui e a lâmina se torna fina, quebradiça e sem brilho. A anemia ferropriva é uma das causas mais frequentes de unhas fracas e pode ser identificada por meio de exames de sangue simples.
Além da fragilidade, a deficiência de ferro pode provocar alterações na forma da unha, como concavidade na superfície. Carnes vermelhas, fígado, feijão e lentilha são fontes importantes desse mineral, e sua absorção melhora quando combinado com alimentos ricos em vitamina C.
O papel da proteína e do silício na estrutura ungueal
As unhas são compostas por queratina, uma proteína que depende de um aporte adequado de aminoácidos para se formar corretamente. Dietas com baixa ingestão proteica comprometem a renovação celular e resultam em unhas finas, que descamam e crescem lentamente. Ovos, peixes, frango e leguminosas são fontes que fornecem os aminoácidos necessários para essa produção.
O silício, por sua vez, atua como um mineral estrutural que fortalece as ligações entre as proteínas da unha, funcionando como um agente de coesão. Seus níveis no organismo diminuem naturalmente com a idade, o que contribui para o enfraquecimento progressivo das unhas. Alimentos como aveia, banana, lentilha e cereais integrais são boas fontes naturais de silício e ajudam a manter a nutrição adequada do organismo.

Como a vitamina C influencia o crescimento das unhas?
A vitamina C é indispensável para a produção de colágeno, proteína que sustenta e dá firmeza aos tecidos ao redor da matriz ungueal. Sem níveis adequados dessa vitamina, o colágeno não se forma corretamente, e as unhas perdem resistência e crescem de forma mais lenta. Além disso, a vitamina C potencializa a absorção do ferro no intestino, criando um efeito complementar importante para a saúde das unhas.
Frutas como acerola, laranja, kiwi e morango são fontes ricas nesse nutriente e devem fazer parte da alimentação diária, especialmente quando consumidas junto às refeições principais.
Estudo confirma que a biotina fortalece unhas frágeis
A biotina, também conhecida como vitamina B7, participa diretamente da síntese de queratina e é um dos nutrientes mais estudados no contexto da fragilidade ungueal. Sua deficiência compromete a produção dessa proteína e resulta em unhas que lascam e descamam com frequência. Segundo o estudo Biotin for the treatment of nail disease: what is the evidence?, publicado no Journal of Dermatological Treatment, ensaios clínicos demonstraram melhora na firmeza, na dureza e na espessura das unhas frágeis após o uso oral de biotina.
Os resultados mais expressivos foram observados em pacientes com deficiência confirmada, reforçando a importância de investigar os níveis dessa vitamina antes de iniciar qualquer suplementação. Gema de ovo, amêndoas, batata-doce e cogumelos são alimentos que contribuem para a reposição natural da biotina.
Sinais que indicam quais nutrientes podem estar em falta
O corpo costuma emitir sinais específicos conforme o tipo de carência nutricional. Observar as características das unhas pode ajudar a direcionar a investigação junto ao profissional de saúde. Entre os principais indicadores estão:

Diante de qualquer alteração persistente nas unhas, o mais indicado é procurar um dermatologista ou nutricionista para avaliação individualizada. Exames laboratoriais simples podem identificar deficiências específicas e orientar o tratamento adequado, seja por meio de ajustes na alimentação ou de suplementação sob prescrição.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento indicado por um profissional de saúde.









