Quando o cabelo começa a cair de forma intensa e prolongada, a primeira explicação costuma ser a herança familiar. No entanto, em muitos casos, principalmente entre mulheres, a verdadeira causa está relacionada à deficiência de nutrientes essenciais como a vitamina D e a ferritina. Esses dois elementos participam diretamente do ciclo de crescimento dos fios, e quando seus níveis estão baixos, o cabelo enfraquece, afina e cai em quantidade muito maior do que o normal.
Como a vitamina D e a ferritina influenciam o crescimento capilar?
A vitamina D atua nos receptores presentes nos folículos capilares e ajuda a estimular o nascimento de novos fios. Quando seus níveis estão insuficientes, esses folículos podem entrar em fase de repouso antes do tempo, interrompendo o ciclo natural de crescimento e provocando uma queda difusa por todo o couro cabeludo.
Já a ferritina é a proteína que armazena o ferro no organismo. O ferro é fundamental para transportar oxigênio até as células do folículo capilar, garantindo que os fios recebam os nutrientes necessários para se manterem firmes e saudáveis. Quando a ferritina está abaixo do ideal, o cabelo perde força e volume, mesmo sem que a pessoa apresente anemia nos exames de rotina. Para entender melhor todas as causas da queda de cabelo, vale consultar fontes especializadas.
Sinais de que a queda capilar pode estar ligada a deficiências nutricionais
Nem toda queda de cabelo tem origem genética. Alguns sinais ajudam a identificar quando o problema pode estar relacionado à falta de vitamina D ou ferritina baixa:
QUEDA DIFUSA
Queda espalhada por todo o couro cabeludo, sem falhas definidas.
FIOS FRACOS
Cabelos mais finos e quebradiços do que o habitual.
SINAIS GERAIS
Cansaço, palidez e unhas fracas podem acompanhar a queda.
SAZONALIDADE
Piora no inverno ou com baixa exposição ao sol pode indicar falta de vitamina D.
ALIMENTAÇÃO
Queda após dietas restritivas pode indicar deficiência nutricional.
Esses sinais, quando aparecem combinados, indicam que o organismo pode não estar recebendo os nutrientes que os cabelos precisam para crescer adequadamente.
Estudo confirma a relação entre vitamina D baixa e diferentes tipos de queda capilar
A ligação entre vitamina D e queda de cabelo vem ganhando cada vez mais respaldo científico. Segundo a revisão sistemática e meta-análise “Vitamin D deficiency in non-scarring and scarring alopecias”, publicada na revista Frontiers in Nutrition, pesquisadores analisaram dezenas de estudos e constataram que cerca de 50% das pacientes com queda capilar difusa apresentavam deficiência de vitamina D. A pesquisa também revelou que mulheres com perda capilar do tipo feminino tinham níveis de vitamina D significativamente mais baixos do que mulheres sem queda, reforçando que esse nutriente desempenha um papel importante na saúde dos fios.

Exames que ajudam a identificar a causa da queda
Antes de iniciar qualquer tipo de suplementação, é essencial realizar exames laboratoriais que confirmem a deficiência. Os principais exames solicitados pelos dermatologistas incluem:
- Dosagem de 25-hidroxivitamina D (vitamina D) no sangue
- Dosagem de ferritina sérica, que avalia as reservas de ferro no organismo
- Hemograma completo para verificar possíveis sinais de anemia
- Avaliação da função tireoidiana, que também pode influenciar a saúde capilar
Com os resultados em mãos, o médico pode indicar a reposição adequada e acompanhar a evolução. Em muitos casos, a melhora dos fios já começa a ser percebida em cerca de três a seis meses após o início do tratamento.
Quando procurar ajuda profissional para a queda de cabelo?
Perder entre 50 e 100 fios por dia faz parte do ciclo natural de renovação capilar. Porém, quando a queda se torna visivelmente mais intensa e dura mais do que três meses, é importante buscar avaliação com um dermatologista. A suplementação por conta própria, sem orientação médica, pode mascarar problemas mais sérios ou causar efeitos indesejados quando feita em doses inadequadas.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico. Em caso de queda de cabelo persistente, procure sempre a orientação de um profissional de saúde qualificado.









