Quando as unhas começam a lascar, descamar ou quebrar com facilidade, muita gente pensa logo em falta de cálcio. Mas a ciência aponta para outro nutriente como protagonista na saúde das unhas: a biotina, também conhecida como vitamina B7. Essa vitamina do complexo B participa diretamente da produção de queratina, a proteína que forma a estrutura das unhas, e sua deficiência está fortemente associada ao enfraquecimento dessa região.
Por que a biotina é tão importante para as unhas
A biotina funciona como uma peça central no metabolismo das proteínas, ajudando o corpo a produzir queratina de forma eficiente. Essa proteína representa a maior parte da composição das unhas e também dos cabelos. Quando os níveis de biotina estão adequados, as unhas tendem a crescer mais fortes e resistentes, tornando-se menos propensas a lascar ou quebrar. A vitamina também atua na síntese de ácidos graxos e no metabolismo de aminoácidos, processos essenciais para a renovação celular.
Como a biotina é solúvel em água, o organismo não a armazena em grandes quantidades. Por isso, os níveis precisam ser repostos diariamente por meio da alimentação. Quando há carência, o corpo costuma dar sinais que vão além das unhas, incluindo pele ressecada, vermelhidão ao redor dos olhos e boca, fadiga e queda de cabelo.

Estudo mostra aumento na espessura das unhas com suplementação
A eficácia da biotina no tratamento de unhas frágeis foi documentada em pesquisas científicas. Segundo o estudo “Treatment of brittle fingernails and onychoschizia with biotin: scanning electron microscopy”, publicado no Journal of the American Academy of Dermatology, pacientes com unhas quebradiças que receberam suplementação de biotina apresentaram aumento de 25% na espessura das unhas. O estudo também observou redução na descamação e melhora na organização celular da superfície ungueal. Outra pesquisa com 45 pacientes tratados com 2,5 mg de biotina por dia mostrou melhora significativa em 91% dos casos após cerca de cinco meses de uso.
Principais fontes de biotina na alimentação
A maioria das pessoas consegue obter biotina suficiente por meio de uma alimentação variada e equilibrada. Alguns alimentos se destacam pelo teor dessa vitamina e podem ser facilmente incorporados às refeições do dia a dia:
- Gema de ovo cozido: uma das fontes mais concentradas de biotina, desde que o ovo seja consumido cozido (a clara crua contém uma substância que impede a absorção)
- Fígado bovino ou de frango: além de biotina, fornece ferro, zinco e outras vitaminas do complexo B
- Salmão e sardinha: peixes gordurosos que combinam biotina com ômega-3
- Nozes, amêndoas e amendoim: opções práticas para lanches intermediários
- Vegetais de folhas verdes escuras: espinafre, couve e brócolis contribuem com biotina e outros nutrientes
- Abacate: fonte de biotina, gorduras saudáveis e vitamina E

Quando a suplementação pode ser necessária
A deficiência de biotina é considerada rara na população geral, mas alguns grupos apresentam maior risco: gestantes, pessoas com doenças inflamatórias intestinais, usuários de certos medicamentos anticonvulsivantes e indivíduos com consumo excessivo de álcool. Nesses casos, a suplementação pode ser indicada, mas deve ser orientada por um profissional de saúde. A dose recomendada para adultos é de 30 microgramas por dia, embora suplementos terapêuticos possam conter doses maiores.
É importante saber que doses elevadas de biotina podem interferir em exames laboratoriais, especialmente os de função tireoidiana e marcadores hormonais. Por isso, quem faz uso de suplementos deve informar o médico antes de realizar exames de sangue. Para mais informações sobre nutrientes que fortalecem cabelos e unhas, consulte o Tua Saúde.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Antes de iniciar qualquer suplementação, procure orientação profissional.









