A dor no peito é um sintoma que assusta e pode ter origens muito diferentes, desde o simples acúmulo de gases no intestino até um problema cardíaco grave como o infarto. Na maioria dos casos, esse desconforto não está relacionado ao coração, mas é fundamental saber identificar os sinais de cada situação para agir com rapidez quando necessário. A seguir, entenda as principais diferenças e saiba quando procurar ajuda.
Por que gases podem causar dor no peito
O acúmulo de gases no intestino é uma das causas mais comuns de dor na região do tórax. Isso acontece porque, quando os gases ficam presos, eles exercem pressão sobre órgãos próximos, como o estômago e o diafragma, gerando um desconforto que pode ser sentido no peito. Esse tipo de dor costuma aparecer após refeições pesadas, consumo de alimentos que fermentam com facilidade ou hábitos como comer muito rápido e engolir ar.
A dor causada por gases geralmente se manifesta como pontadas que vão e voltam, podendo mudar de lugar. Na maioria das vezes, o desconforto melhora ao eliminar os gases, mudar de posição ou fazer uma leve massagem no abdômen.
Sinais que indicam um possível infarto
O infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração é bloqueado, geralmente por placas de gordura nas artérias. Ao contrário da dor por gases, a dor do infarto costuma ser contínua, com sensação de aperto ou peso no peito, e tende a durar mais de 20 minutos sem melhora. Ela pode se espalhar para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula ou costas.
Além da dor, o infarto frequentemente vem acompanhado de outros sintomas como suor frio, palidez, falta de ar, tontura e náusea. É importante lembrar que em idosos e pessoas com diabetes, os sinais podem ser mais sutis e aparecer de forma diferente.

Principais diferenças entre dor de gases e dor de infarto
Saber distinguir os dois tipos de dor pode fazer toda a diferença. Veja os pontos que ajudam a identificar cada situação:
- Tipo de dor: gases causam pontadas que vão e voltam, enquanto o infarto provoca uma sensação de pressão ou aperto constante no peito.
- Duração: o desconforto por gases tende a ser passageiro e melhora com a eliminação dos gases; a dor do infarto é persistente e não alivia com mudanças de posição.
- Sintomas associados: gases costumam vir com inchaço abdominal, arrotos e flatulência; o infarto pode causar suor frio, palidez, falta de ar e dor que irradia para braço, pescoço ou costas.
- Alívio: a dor de gases melhora ao soltar os gases ou ao se movimentar; a dor cardíaca não cessa sem atendimento médico.
Estudo científico confirma que causas digestivas são as mais frequentes
A confusão entre dor de gases e dor cardíaca não acontece por acaso. Segundo a revisão “Noncardiac Chest Pain: Epidemiology, Natural Course and Pathogenesis”, publicada no Journal of Neurogastroenterology and Motility, problemas gastrointestinais, especialmente o refluxo gastroesofágico, representam a causa mais comum de dor torácica não cardíaca. O estudo também destaca que, apesar de ser um problema crônico e que afeta a qualidade de vida, a dor torácica de origem digestiva não apresenta impacto na mortalidade dos pacientes. Essa informação reforça a importância de investigar a origem do desconforto com um profissional de saúde, evitando tanto o pânico desnecessário quanto a negligência diante de sintomas graves. Confira o estudo completo neste link.
Quando procurar atendimento médico
Qualquer dor no peito que surja de forma repentina, dure mais de 20 minutos ou venha acompanhada de sintomas como suor frio, falta de ar e dor irradiando para o braço ou mandíbula deve ser avaliada com urgência. Não espere os sintomas passarem sozinhos. Ligue para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro mais próximo. Para saber mais sobre as diversas causas de dor no peito e quando se preocupar, confira o artigo completo do Tua Saúde.
Aviso importante: este conteúdo é meramente informativo e não substitui, em nenhuma hipótese, a consulta e a avaliação de um médico. Diante de qualquer sintoma, procure orientação profissional adequada.









