Descobrir que o mundo pode ter cores diferentes das que as outras pessoas descrevem pode ser uma experiência intrigante e, por vezes, desafiadora no dia a dia. Se você tem dificuldade para distinguir o verde do vermelho ou se sente confuso diante de certos tons, saiba que essa condição visual chamada daltonismo. Ela é mais comum do que se imagina e possui explicações genéticas fascinantes que revelam como o nosso cérebro interpreta a luz.
O que é o daltonismo?
A ciência nos mostra que o daltonismo, ou discromatopsia, é uma deficiência visual que impede a percepção de algumas cores devido a uma alteração nas células da retina chamadas cones. Especialistas do Saúde Ocular do Ministério da Saúde, explicam que essa condição é geralmente hereditária e ligada ao cromossomo X, afetando mais homens que mulheres.
Evidências do guia “Cegueira e deficiência visual” da OMS confirmam que a falha ocorre na detecção de comprimentos de onda específicos da luz (vermelho, verde ou azul). Quando um desses fotorreceptores não funciona corretamente, a mistura de cores que chega ao cérebro resulta em uma paleta mais limitada e diferente do padrão.
Quais são os tipos principais?
Existem diferentes formas de daltonismo, dependendo de qual pigmento visual está ausente ou funciona com menor eficiência no olho. De acordo com revisões publicadas no (Deficiência na visão de cores), a classificação varia desde a dificuldade leve em distinguir tons próximos até a rara ausência total de cores.
Os tipos mais frequentes identificados pela ciência são divididos conforme a percepção de cada espectro luminoso:
- Protanopia: Dificuldade ou incapacidade de perceber a cor vermelha, que pode parecer marrom ou cinza.
- Deuteranopia: A forma mais comum, onde há dificuldade em distinguir o verde, confundindo-o com tons de vermelho.
- Tritanopia: Uma condição mais rara que afeta a percepção do azul e do amarelo, alterando a visão de cores frias.
- Acromatopsia: O tipo mais severo, onde a pessoa enxerga apenas em tons de preto, branco e cinza.

Como identificar os sintomas?
Os sintomas do daltonismo podem ser sutis e muitas vezes só são percebidos na infância, durante atividades escolares que envolvem mapas ou desenhos coloridos. A ciência nos mostra que a pessoa não enxerga “errado”, mas sim de uma forma adaptada, o que pode passar despercebido até que surja uma confusão evidente entre cores contrastantes.
Os sinais incluem dificuldade em identificar luzes de semáforos ou escolher roupas que combinem. Em crianças, a demora em aprender o nome das cores ou a preferência por tons escuros pode ser um indicativo importante para os pais.
Existe tratamento para isso?
Embora a ciência ainda não tenha descoberto uma cura definitiva para o daltonismo genético, existem tecnologias e adaptações que melhoram significativamente a qualidade de vida. O uso de lentes e óculos com filtros especiais que ajudam a aumentar o contraste entre as cores.
Além das opções ópticas, existem recursos práticos e digitais que auxiliam na rotina de quem convive com essa condição visual:
Qual é o seu próximo passo?
Se você suspeita que possui algum grau de daltonismo, o caminho ideal é realizar uma avaliação formal para entender como sua visão funciona. Testes online, como as famosas placas de Ishihara, servem como uma triagem inicial excelente para despertar a curiosidade e indicar a necessidade de uma consulta mais detalhada.
Conhecer sua condição permite que você faça adaptações simples que trazem mais segurança e autonomia em tarefas profissionais e de lazer. Entender o seu jeito único de ver o mundo é o primeiro passo para transformar essa característica em algo compreendido e bem gerido no seu cotidiano.
O acompanhamento com um médico ou nutricionista é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.









