A vertigem posicional pode causar a sensação de que o quarto gira ao virar de lado na cama, olhar para cima ou levantar a cabeça. Diferente de uma tontura comum, ela costuma aparecer com movimentos específicos e durar poucos segundos, embora possa ser intensa e assustadora.
Por que virar na cama causa vertigem
A vertigem posicional paroxística benigna, também chamada de VPPB, acontece quando pequenos cristais de cálcio do ouvido interno saem do lugar e passam a estimular canais ligados ao equilíbrio. Quando a cabeça muda de posição, esses cristais se movem e enviam ao cérebro uma sensação falsa de rotação.
Segundo a Mayo Clinic, a VPPB é uma das causas mais comuns de vertigem e pode ser desencadeada por deitar, virar na cama, inclinar a cabeça ou sentar-se após estar deitado.

Sinais que apontam para vertigem posicional
Algumas características ajudam a diferenciar a vertigem posicional de queda de pressão, ansiedade ou tontura inespecífica. O principal indício é a relação direta com o movimento da cabeça.
- Sensação de rotação, como se o quarto estivesse girando.
- Crises curtas, geralmente com duração de segundos a menos de 1 minuto.
- Piora ao virar de lado na cama, deitar, levantar ou olhar para cima.
- Náusea, desequilíbrio ou insegurança para caminhar logo após a crise.
- Possíveis movimentos involuntários dos olhos, chamados de nistagmo.
O que um estudo científico avaliou
Um estudo recente reforça que a VPPB pode ser tratada com manobras físicas específicas, feitas para reposicionar os cristais no ouvido interno. O ensaio clínico randomizado The Semont-Plus Maneuver or the Epley Maneuver in Posterior Canal Benign Paroxysmal Positional Vertigo, publicado na JAMA Neurology, comparou duas técnicas usadas em pessoas com VPPB do canal posterior.
Os autores observaram que as manobras de reposicionamento podem aliviar a vertigem em muitos pacientes, desde que o tipo de VPPB seja identificado corretamente. Isso mostra por que tentar movimentos aleatórios em casa pode não funcionar e, em alguns casos, piorar a sensação de tontura.
O que fazer durante uma crise
Durante a crise, o mais importante é reduzir o risco de queda e evitar movimentos bruscos. A vertigem costuma passar rápido, mas pode deixar a pessoa insegura por alguns minutos.
- Sente-se ou deite-se em local seguro até a rotação melhorar.
- Evite levantar rápido logo após a crise.
- Observe qual movimento desencadeia a vertigem.
- Não dirija enquanto estiver com episódios recorrentes.
- Procure avaliação para confirmar se é VPPB antes de fazer manobras.
Também é útil conhecer melhor a vertigem posicional paroxística benigna, já que o diagnóstico correto orienta a manobra mais adequada e ajuda a descartar outras causas de tontura.

Quando a tontura exige atenção
Procure atendimento se a vertigem for nova, muito intensa, durar mais do que o habitual, voltar com frequência ou vier acompanhada de dor de cabeça forte, visão dupla, febre, desmaio, dificuldade para falar, fraqueza em um lado do corpo, perda auditiva súbita ou dificuldade para andar.
Mesmo quando parece VPPB, a avaliação com clínico geral, otorrinolaringologista ou fisioterapeuta vestibular é importante para confirmar a causa e indicar o tratamento correto. Isso é ainda mais relevante em idosos, pessoas com quedas recentes ou pacientes com doenças neurológicas.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









