Fazer atividade física regularmente é essencial para a saúde, mas pode não compensar totalmente os efeitos de passar grande parte do dia sentado. Um novo estudo sugere que o sedentarismo prolongado continua associado a maior risco cardiovascular, mesmo entre pessoas que atingem a recomendação semanal de exercício moderado a intenso.
Por que ficar sentado por muitas horas preocupa
Passar muitas horas sentado, reclinado ou com pouco movimento reduz o gasto energético e pode influenciar circulação, metabolismo da glicose, pressão arterial e funcionamento dos vasos sanguíneos.
Isso não significa que o exercício “não adianta”. Pelo contrário, ele ajuda muito. O alerta é que concentrar toda a atividade em um treino e permanecer imóvel pelo resto do dia pode deixar parte do risco ainda presente.

Estudo científico sobre sedentarismo prolongado
A discussão ganhou força porque os pesquisadores analisaram movimento real, medido por acelerômetro, em vez de depender apenas de questionários. Esse tipo de medida ajuda a estimar melhor quanto tempo a pessoa realmente passa sedentária.
Segundo o estudo de coorte prospectivo Accelerometer-Measured Sedentary Behavior and Risk of Future Cardiovascular Disease, publicado no Journal of the American College of Cardiology, adultos com mais de 10,6 horas por dia de tempo sedentário tiveram maior risco de insuficiência cardíaca e morte cardiovascular. Parte desse risco persistiu mesmo entre pessoas que faziam pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada a vigorosa.
O que o estudo observou
O estudo avaliou 89.530 participantes do UK Biobank que usaram acelerômetro por 1 semana e foram acompanhados para eventos cardiovasculares, como fibrilação atrial, infarto, insuficiência cardíaca e morte cardiovascular.
- Mais de 10,6 horas por dia de sedentarismo marcou um ponto de maior risco;
- O risco foi mais evidente para insuficiência cardíaca e morte cardiovascular;
- Fazer exercício reduziu parte do risco, mas não eliminou tudo;
- Trocar 30 minutos sedentários por movimento foi associado a menor risco;
- O estudo mostra associação, não prova causa direta.
Como reduzir o tempo sentado
A meta prática não é abandonar o treino, mas espalhar mais movimento ao longo do dia. Pequenas pausas podem ajudar especialmente quem trabalha no computador, dirige por muitas horas ou passa muito tempo vendo televisão.
- Levante por alguns minutos a cada 30 a 60 minutos;
- Atenda ligações caminhando, quando possível;
- Use escadas em pequenos deslocamentos;
- Faça pausas curtas para alongar pernas, costas e pescoço;
- Veja também riscos e formas de combater o sedentarismo.

Movimento ao longo do dia importa
A mensagem principal é que exercício e redução do tempo sentado devem caminhar juntos. Um treino de qualidade continua importante, mas o corpo também se beneficia de interrupções frequentes no período sedentário.
Para quem tem pressão alta, diabetes, colesterol alto, obesidade ou histórico de doença cardíaca, vale conversar com um profissional de saúde antes de mudar a intensidade dos treinos. O objetivo deve ser criar uma rotina mais ativa, segura e sustentável.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, cardiologista, educador físico ou outro profissional de saúde qualificado.









