Um estudo feito em escolas estaduais de Curitiba mostrou que a maioria dos adolescentes avaliados ainda não tinha anticorpos detectáveis contra a hepatite A. Isso chama atenção porque, em caso de contato com o vírus, esses jovens podem estar mais vulneráveis à infecção, especialmente em cenários de surto.
Por que os anticorpos importam
Os anticorpos IgG contra o vírus da hepatite A indicam contato anterior com o vírus ou resposta à vacina. Quando eles não aparecem no exame, isso sugere que a pessoa pode não ter proteção prévia identificável.
Já o anticorpo IgM costuma indicar infecção recente. Por isso, medir IgG e IgM ajuda a entender se há imunidade passada, vacinação registrada ou sinal de infecção aguda no momento da coleta.

O que o estudo científico mediu
Segundo o estudo transversal Soroprevalência de hepatite A em adolescentes escolares: estudo transversal em Curitiba, Paraná, 2024, publicado na revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, foram analisadas 216 amostras de adolescentes de 10 a 19 anos em cinco escolas estaduais.
O levantamento foi feito entre 3 e 5 de julho de 2024, no contexto de um surto. Apenas 35 amostras, ou 16,2%, tiveram IgG reagente, indicando imunidade prévia. Isso significa que 181 adolescentes, ou 83,8%, não tinham anticorpos IgG detectáveis no exame.
Principais achados nas escolas
Os resultados ajudam a mostrar como a proteção estava distribuída entre os adolescentes avaliados. A ausência de IgM reagente também indicou que não foram encontrados casos de infecção aguda nas amostras testadas.
- 216 adolescentes participaram da testagem;
- 16,2% tinham IgG reagente contra hepatite A;
- 83,8% não tinham IgG detectável;
- Nenhuma amostra apresentou IgM reagente;
- A imunidade vacinal predominou sobre a adquirida por infecção natural.
Como a hepatite A é transmitida
A hepatite A é transmitida principalmente pela via fecal-oral, quando água, alimentos, mãos ou superfícies contaminadas levam o vírus até a boca. A infecção pode causar febre, enjoo, dor abdominal, cansaço e pele ou olhos amarelados.
- Lavar bem as mãos após usar o banheiro;
- Higienizar alimentos antes do consumo;
- Evitar água de procedência duvidosa;
- Não compartilhar objetos de higiene pessoal;
- Verificar a vacinação quando houver indicação.

O que observar em adolescentes
Em muitos casos, a hepatite A melhora sozinha, mas pode causar sintomas intensos e, raramente, complicações no fígado. Febre, náuseas, dor abdominal, urina escura, fezes claras e olhos amarelados devem motivar avaliação em uma unidade de saúde.
Para entender melhor sintomas, transmissão e tratamento, veja também o conteúdo sobre hepatite A. Em contexto de surto, histórico de contato e situação vacinal ajudam a orientar a conduta.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









