O sal com potássio, também chamado de substituto do sal com baixo teor de sódio, pode ajudar no controle da pressão em adultos saudáveis que ainda usam sal de mesa no preparo dos alimentos. A nova diretriz da OMS reforça que trocar parte do sódio por potássio pode ser uma estratégia útil, mas não é indicada para todos.
O benefício vem de duas frentes: menos sódio, que favorece a retenção de líquidos e a elevação da pressão, e mais potássio, mineral que ajuda o corpo a eliminar sódio pela urina. Mesmo assim, pessoas com problemas nos rins ou risco de potássio alto no sangue precisam ter cuidado.
O que diz a OMS
Segundo a diretriz da OMS Use of lower-sodium salt substitutes, publicada em 2025, adultos da população geral podem considerar substituir o sal comum por versões com menos sódio e potássio, dentro de uma estratégia maior para reduzir o consumo de sal.
A recomendação é condicional e não se aplica a crianças, gestantes, pessoas com comprometimento dos rins ou condições que dificultem a eliminação de potássio. Ou seja, não é apenas trocar o produto e manter a mesma quantidade no prato.

Estudo mostra impacto cardiovascular
Segundo o ensaio clínico randomizado Effect of Salt Substitution on Cardiovascular Events and Death, publicado no New England Journal of Medicine, o uso de substituto do sal com menos sódio e mais potássio foi associado a menor risco de acidente vascular cerebral, eventos cardiovasculares importantes e morte em pessoas com maior risco cardiovascular.
Esse estudo ajuda a explicar por que o tema ganhou força em diretrizes internacionais. Ainda assim, os participantes foram acompanhados em um contexto específico, e pessoas com doença renal grave não devem usar sal com potássio sem orientação.
Quem pode se beneficiar
O sal com potássio pode ser útil para adultos que consomem muito sal de mesa e precisam reduzir o sódio da alimentação. Ele tende a fazer mais sentido quando o principal sal vem do preparo caseiro, e não apenas de ultraprocessados.
- Adultos com pressão alta ou risco cardiovascular, com rins funcionando bem;
- Pessoas que usam muito sal no preparo de arroz, feijão, carnes e legumes;
- Quem consegue reduzir a quantidade total de sal, e não apenas trocar o tipo;
- Pessoas sem histórico de potássio alto no sangue;
- Adultos que não usam remédios que elevam potássio sem acompanhamento.
Quem deve evitar
O principal risco é a hipercalemia, que é o aumento do potássio no sangue. Essa alteração pode afetar os batimentos do coração e é mais provável quando os rins não conseguem eliminar potássio adequadamente.
- Pessoas com doença renal crônica moderada ou avançada;
- Quem faz diálise ou tem função renal reduzida;
- Pessoas com potássio alto em exames recentes;
- Quem usa espironolactona, amilorida, alguns remédios para pressão ou suplementos de potássio;
- Gestantes, crianças e pessoas com doenças cardíacas sem liberação médica.

Como usar com segurança
A troca deve ser vista como complemento, não como licença para salgar mais a comida. O ideal é reduzir gradualmente o paladar para o sal, usar ervas, alho, cebola, limão e especiarias, além de limitar embutidos, temperos prontos, macarrão instantâneo e alimentos ultraprocessados.
Quem tem hipertensão pode aprender mais sobre pressão alta e conversar com o médico ou nutricionista antes de usar sal com potássio, especialmente se já toma medicamentos contínuos. Em alguns casos, exames de creatinina e potássio ajudam a decidir se a troca é segura.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









