O magnésio é um mineral importante para músculos, nervos, coração, ossos e produção de energia. Quando está baixo, pode causar sinais discretos no começo, como cansaço, fraqueza e cãibras, mas também pode evoluir para formigamento, contrações musculares e alterações mais sérias se a deficiência não for investigada.
Quando o magnésio baixo dá sinais
Os sintomas iniciais podem ser pouco específicos e se confundir com estresse, sono ruim, excesso de treino ou alimentação inadequada. Por isso, a deficiência nem sempre é percebida logo no início.
Segundo o NIH Office of Dietary Supplements, sinais precoces de deficiência incluem perda de apetite, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Quando o quadro se agrava, podem surgir formigamento, dormência, cãibras, contrações musculares, convulsões, mudanças de personalidade e alteração do ritmo cardíaco.

O que um estudo científico explica
A ligação entre magnésio e sintomas musculares ou neurológicos acontece porque o mineral participa da condução dos impulsos nervosos e da contração muscular. Quando falta magnésio, esse equilíbrio pode ser afetado, aumentando a irritabilidade neuromuscular.
Segundo a revisão científica The Effect of Magnesium Deficiency on Neurological Disorders, publicada na revista Nutrients, a deficiência de magnésio pode alterar a excitabilidade do sistema nervoso e se associar a manifestações como espasmos, alterações neurológicas e maior vulnerabilidade a distúrbios ligados ao cérebro e aos nervos.
Sinais que merecem atenção
Nem toda cãibra significa falta de magnésio, mas alguns sintomas persistentes devem ser avaliados, principalmente quando aparecem juntos ou sem causa clara.
- Cãibras frequentes, tremores ou espasmos musculares.
- Fraqueza, cansaço intenso ou queda no desempenho físico.
- Formigamento ou dormência em mãos, pés ou pernas.
- Palpitações, tontura ou sensação de batimento irregular.
- Náuseas, perda de apetite ou mal-estar persistente.
Quem tem maior risco
Algumas pessoas podem ter maior chance de apresentar magnésio baixo por menor ingestão, menor absorção intestinal ou maior perda pela urina. Nesses casos, a checagem deve ser individualizada.
- Pessoas com diarreia crônica, doença celíaca, Crohn ou má absorção.
- Quem usa diuréticos, alguns remédios para refluxo ou certos antibióticos por longos períodos.
- Pessoas com diabetes mal controlado ou consumo frequente de álcool.
- Idosos e pessoas com alimentação pobre em verduras, leguminosas, nozes e sementes.

Como repor com segurança
Na maioria dos casos, o primeiro passo é melhorar a alimentação com fontes naturais, como folhas verde-escuras, feijão, lentilha, grão-de-bico, castanhas, sementes, aveia e chocolate amargo em pequenas quantidades. Veja mais opções de alimentos ricos em magnésio.
Suplementos podem ser úteis quando há deficiência confirmada ou risco aumentado, mas não devem ser usados em excesso. Pessoas com doença renal, arritmias, uso de muitos medicamentos ou sintomas intensos devem procurar orientação antes de suplementar.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









