A queda de cabelo acima do normal pode ser um sinal de que o organismo está com baixos níveis de nutrientes essenciais, especialmente ferro, zinco e algumas vitaminas que participam diretamente do ciclo de crescimento dos fios. Quando esses micronutrientes estão em falta, o folículo capilar entra precocemente na fase de repouso, o que aumenta a perda diária e reduz a densidade dos cabelos. Ainda assim, é importante lembrar que a queda capilar tem várias causas possíveis, e a única forma segura de identificar a real é por meio de exames laboratoriais e avaliação médica.
Por que a falta de ferro afeta tanto os fios?
O ferro é responsável por transportar oxigênio até os folículos capilares, e quando seus estoques caem, o couro cabeludo recebe menos nutrientes. Isso leva ao enfraquecimento dos fios e ao aumento da queda, mesmo antes de a hemoglobina alterar no exame.
Em muitos casos, a deficiência aparece em mulheres com menstruação intensa, gestantes ou pessoas com dietas restritivas, podendo evoluir para um quadro de anemia ferropriva, que costuma vir acompanhada de cansaço, palidez e unhas frágeis.
Como o zinco e a vitamina D influenciam o crescimento capilar?
O zinco participa da síntese de proteínas e da divisão celular no folículo piloso, sendo fundamental para que os fios cresçam com espessura adequada. Sua deficiência pode causar afinamento, queda intensa e até inflamação no couro cabeludo.
Já a vitamina D atua nas células que iniciam o ciclo de crescimento capilar. Níveis baixos estão associados ao eflúvio telógeno, uma queda difusa que se espalha por todo o couro cabeludo e costuma surgir sem sintomas evidentes no início.

Quais outras vitaminas estão ligadas à saúde dos fios?
Além do ferro, do zinco e da vitamina D, outros nutrientes participam ativamente da formação dos fios. Veja os principais e suas funções na manutenção do cabelo:
- Biotina, conhecida como vitamina B7, atua como cofator na produção de queratina, principal proteína da fibra capilar.
- Vitamina B12 contribui para a oxigenação das células capilares e participa da produção de glóbulos vermelhos.
- Ácido fólico, ou vitamina B9, auxilia na renovação celular dos folículos pilosos.
- Vitamina C favorece a absorção de ferro e protege os fios contra o estresse oxidativo.
- Selênio participa do crescimento capilar saudável e atua na regulação dos hormônios da tireoide.
O que diz a ciência sobre micronutrientes e queda de cabelo?
A relação entre deficiências nutricionais e perda capilar foi amplamente investigada pela literatura dermatológica nos últimos anos. A revisão The Role of Vitamins and Minerals in Hair Loss A Review, publicada na revista Dermatology and Therapy, analisou o papel desses nutrientes em diferentes formas de alopecia.
Segundo o The Role of Vitamins and Minerals in Hair Loss A Review publicado na Dermatology and Therapy, deficiências de ferro, vitamina D, zinco e selênio foram associadas a formas não cicatriciais de alopecia, incluindo a alopecia androgenética e o eflúvio telógeno, reforçando a importância de avaliar esses micronutrientes diante de quadros persistentes.

Quando investigar a real causa da queda capilar?
Nem toda queda está ligada à alimentação. Estresse crônico, alterações hormonais, problemas de tireoide, uso de medicamentos e fatores genéticos também explicam muitos casos. Por isso, identificar a origem exata é essencial para um tratamento eficaz.
A investigação costuma incluir hemograma, ferritina, vitamina D, vitamina B12, zinco e função tireoidiana. Em paralelo, ajustes na rotina de cuidados com o cabelo e uma dieta variada ajudam a fornecer os nutrientes necessários para a recuperação dos fios.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um profissional de saúde. Em caso de queda persistente, procure orientação médica para identificar a causa real e definir a conduta adequada ao seu caso.









